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Brasil possui um PC para cada três habitantes

Pesquisa realizada pela FGV também mostra que os investimentos em TICs foram de 6,4%.

A FGV divulgou nesta quinta-feira (15) a 21ª Pesquisa Anual – Mercado Brasileiro de Informação e Uso nas Empresas e, também a 12ª edição sobre Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro. Liderado pelo professor Fernando S. Meirelles, no Brasil, o levantamento mostra que a aquisição de computadores das médias e grandes empresas se manteve estável – pela primeira vez -, em comparação ao período de 2007 e 2008.

“No entanto, os investimentos em outros países para o setor de TICs tiveram resultados negativos, devido a crise financeira onde teve maior influência”, comenta Meirelles. Apesar da estabilidade, o levantamento demonstra que o número da aquisição de computadores foi de 12 milhões pelas empresas. Os índices anteriores mostram que, em 1998, foram comprados 400 mil e o ano de 2004 foi totalizado com a aquisição de cinco milhões de computadores.

De acordo com o levantamento, atualmente estão em uso 72 milhões de computadores no Brasil, o que corresponde a 1 PC para cada três habitantes (1/3 hab). A estimativa da FGV para o final do ano é que estejam em uso 77 milhões (2/5 hab.) e, sequencialmente, chegue a 100 milhões em 2012 (1/2 hab.) e, em 2014, alcance a cota de dois PCs para cada três habitantes, com 140 milhões. “Nos próximos quatro anos vamos vender mais do que comercializamos nos últimos 30 anos”, avalia o professor. Mesmo assim, Meirelles atenta que o Brasil ainda se mantém abaixo de muitos países na comercialização desse produto.

Os gastos em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) mantiveram um crescimento médio total nos investimentos, passando de 6% (em 2008) para 6,4% no ano seguinte. Entre os setores que investiram, os bancos foram os que tiveram maior destaque, com 12%. “Em 2009, o orçamento em TIC até foi menor, mesmo assim, os gastos subiram 0,4%, diante uma receita de 7% das empresas para esse segmento”, diz.

A pesquisa aponta que o setor de serviços é o que mais investiu, com nove por cento. Depois, encontram-se indústria (4,1%) e o comércio, com 2,8%.

O aumento do “Custo Anual por Teclado – CAPT” ou mais conhecido como Full TCO, apresentou uma elevação baixa em relação aos investimentos do ano anterior. No entanto, Fernando S. Meirelles avalia que os investimentos estão relacionados à recomposição dos antigos equipamentos para produtos atualizados.

Além disso, conforme aponta o professor, hoje o custo desse segmento está em média a 10, 8 mil dólares e que poderá subir nos próximos anos para US$ 12 ou US$ 14 mil, “dependendo do caixa de câmbio no período e também da situação econômica”.

Mercado de Soluções
No levantamento com os gastos para o setor de plataforma de gerenciamento corporativo, em contexto geral, apesar de perder um 1%, a TOTVS se manteve na liderança com 38%, tendo em seguida SAP com 25% e um ganho de 1%. Em seguida, aparecem a Oracle (17%) e perda de 1%, outros softwares com 14% (que inclui SatarSoft, Senior, QAD, etc) e os pacotes Infor, com 6% (sendo SSA, Sun, Baan, etc.).

Ao realizar uma análise só com as grandes empresas, Meirelles ressalta que a SAP continua na liderança devido ao modelo de software oferecido. Já os negócios para as médias empresas, o crescimento de 1% ocorrido no ano passado está relacionado à mudança de algumas corporações para plataformas com padrões mundiais, o que beneficiou a desenvolvedora. “Nesse contexto, a TOTVS tem um desafio gigantesco, para atender a esse mercado, por causa da variação de soluções que ela possui, necessitando integrá-los. Com isso, ela terá uma base a oferecer como modelo de negócio e integrar seus 40% de ofertas”, alerta.

Em 2009, a pesquisa constatou que os softwares que tiveram maior crescimento de investimentos foram o de CRM e BI.
 

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