Análise Setorial

Brasil reduz pirataria de software pelo 4º ano consecutivo

Já no mundo a taxa subiu dois pontos percentuais em 2009 e atingiu os 43%.

O 7º Estudo Anual Global de Pirataria de Software, apresentado pela Business Software Alliance (BSA), foi lançado esta semana simultaneamente em mais de 50 países e contempla indicadores de pirataria em mais de 100 nações. O estudo foi conduzido pelo IDC, empresa de pesquisas e previsões sobre a indústria de Tecnologia da Informação, e conta com o apoio da Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES).

A pesquisa indica uma redução, no último ano, de dois pontos percentuais no índice brasileiro, chegando a uma taxa de 56% de pirataria de software. No acumulado dos últimos quatro anos, entre 2005 e 2009, o País conquistou uma significativa diminuição de oito pontos percentuais.

Ao mesmo tempo, o valor monetário de software não-licenciado — considerado prejuízo aos fabricantes de software — aumentou no Brasil de US$ 1,64 bilhão em 2008 para US$ 2,25 bilhões em 2009, devido principalmente à grande expansão do setor de TI e da base de usuários no País, e à valorização do real perante o dólar.

Segundo Frank Caramuru, diretor da BSA no Brasil, “o estudo demonstra que os esforços da indústria de software e de autoridades brasileiras para reduzir a pirataria vêm conquistando resultados significativos. A taxa ainda é alta, mas é a menor entre os países do BRIC e a segunda menor da América Latina, posicioando o Brasil como um líder global credenciado para influenciar avanços em outros países”.

Pirataria no Mundo
Durante a recessão econômica global, a pirataria de software para PCs declinou em 54 países e aumentou em apenas 19. A taxa mundial subiu de 41% para 43% em um ano, mais uma vez puxada pelo crescimento do market share em países com altos índices de pirataria, como no bloco BRIC e outros mercados emergentes.

O valor comercial do software não-licenciado caiu 3% de 2008 para 2009, totalizando US$ 51,4 bilhões. Em termos reais, no entanto, o valor permaneceu constante excluindo-se as variações de taxas de câmbio. A cada US$ 100 de software legítimo vendido em 2009, outros US$ 75 foram pirateados.

As economias com as taxas mais baixas de pirataria permanecem os Estados Unidos, com 20%, e Japão e Luxemburgo, ambos com 21%. Já as taxas mais altas são de Geórgia, Bangladesh, Zimbábue e Moldova, todos com índice de pirataria acima dos 90%.

Os países cujo valor comercial de software pirateado está entre os maiores do mundo são Estados Unidos (US$ 8,4 bilhões), China (US$7,6 bilhões), Rússia (US$ 2,6 bilhões), França (US$ 2,5 bilhões) e Brasil (US$ 2,25 bilhões).

Países BRIC
O Brasil confirma sua posição de país com menor índice de pirataria (56%) dentro do bloco BRIC, seguido por Índia (65%), Rússia (67%), e China (79%). A maior redução no bloco foi realizada pela Índia, onde a pirataria caiu três pontos percentuais. Os países do BRIC possuem o total de valor comercial de software pirateado entre os maiores do mundo, sendo que na China esse valor ficou em cerca de US$ 7,6 bilhões.

Fatores que diminuem a pirataria
Impulsionando a queda da pirataria estão os programas de legalização realizados por fabricantes; campanhas educativas e repressivas de governo e da indústria; transformações tecnológicas como a crescente aplicação de gerenciamento de direitos digitais, DRM (digital rights management), e de gerenciamento de ativos de software, SAM (software asset management).

Fatores que aumentam a pirataria
Contribuindo para o aumento estão, o grande crescimento do mercado de PCs domésticos; maior atividade de computadores mais antigos, nos quais softwares não-licenciados são mais prevalentes; e a crescente sofisticação de piratas de software e criminosos cibernéticos.

 

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *