Estudo revela que país só não se recuperará mais rápido do que a China.
O Brasil será o segundo país a se recuperar mais rapidamente da crise no curto prazo, ao lado da Índia, atrás somente da China. Esta é a principal conclusão de um estudo feito pela Ernst & Young que traz detalhes sobre a retomada das aberturas de capital no mundo. Realizada em todos os continentes com mais de 300 empresas, a pesquisa traz um balanço geral da expectativa de novos entrantes no mercado de capitais nos próximos anos.
O Brasil aparece bem colocado em relação às perspectivas de atividade de IPO nos próximos 18 meses. No total, 60% dos entrevistados disseram que vão aumentar sua participação no Brasil, percentual apenas menor que da China, que obteve 64% de respostas positivas. Além disso, 33% disseram que vão manter suas atividades no Brasil no mesmo patamar de hoje, enquanto apenas 7% apontaram uma queda futura. Na China, o índice negativo não passa dos 4%.
Na opinião de Paulo Sérgio Dortas, sócio líder da área de IPOs da Ernst & Young Brasil, “o investidor estrangeiro já está demonstrando grande apetite pelo investimento no País”. Outro dado muito favorável é o que aponta as principais regiões geográficas para investimentos. O Brasil foi o terceiro mais citado, atrás apenas de EUA e Reino Unido.
O estudo também traz um comparativo especifico do Brasil com o resto do mundo em relação aos tipos de empresas que capitanearam a retomada no IPO. No Brasil, 41% responderam que as grandes companhias puxaram o mercado, enquanto no mundo o número é de 34%, também na liderança. Já na segunda posição, no Brasil aparecem as companhias de capital médio, com 38%, enquanto mundialmente a segunda posição é ocupada por empresas de países emergentes, com 32%. Esta tendência das grandes companhias capitanearem a retomada do IPO também se reflete na Rússia e na China, diferentemente do Japão e da Índia, que vêem na liderança as empresas de capital de médio.
A pesquisa também fez um levantamento sobre quais serão os tipos de empresas mais importantes na retomada. O setor de tecnologia foi apontado como líder por 49% dos entrevistados. Em seguida vieram os setores de Serviços Financeiros (43%), Óleo e Gás (38%) e Metais e Mineração (35%). As indústrias menos citadas foram a de Químicos (11%) e a de Mídia (8%). Entre os fatores mais importantes citados nesta retomada, o equilíbrio das contas e a credibilidade e experiência na gestão foram os mais citados.

