Para VP da Globo, se a freqüência for transferida para as operadoras celulares, a expansão da TV digital poderá ser comprometida.
Durante o Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), entre 19 e 21 de maio, Evandro Guimarães, VP de relações institucionais das Organizações Globo, criticou a possibilidade de a Anatel transferir a banda de 700 Mhz para as operadoras celulares, quando ela poderia ser direcionada para os broadcasters para a exploração da TV Digital Móvel, como aconteceu nos Estados Unidos. “Isso prejudicaria a expansão da TV digital terrestre brasileira” diz.
De acordo com ele, a recuperação dessa banda era cogitada para depois do blecaute analógico, marcado para 2016. Mas a Anatel está analisando a possibilidade de liberá-la antes do prazo apontado, como resultado da velocidade de implementação da TV digital terrestre. Para alguns associados à Abert, essa frequência tem função-chave para resolver o problema de saturação do espectro para a TV Móvel Digital.
Ele defende que se o espectro for liberado para as operadoras celulares, seria um serviço em benefício de poucos cidadãos, “criando uma lacuna social, ante mais de 3 mil municipalidades encarando problemas na expansão da TV digital”. Porém, se liberado para os broadcasters, os serviços seriam gratuitos.
Em 2006, as emissoras derrotaram as operadoras de telecomunicações em sua batalha pelo padrão de TV digital. As operadoras queriam o modelo DVB-H, pois permitiria a participação dos negócios de TV paga. Mas o escolhido foi o ISDB, padrão desenvolvido pelos japoneses e preferido pelas emissoras.

