Com o produto, chamado Business Objects Crystal Decisions – Standart Edition, a empresa pretende conquistar empresas com faturamento entre US$ 35 e US$ 300 milhões, que lidam com alto volume de dados e tenham informações estruturadas.
A Business Objects, empresa de origem francesa fornecedora de soluções de Business Intelligence (BI), lança estratégia mundial para aumentar sua participação no mercado de médio porte. “Estamos democratizando o BI para empresas de todos os portes”, diz Todd Rowe, vice-presidente mundial da divisão de Middle Market da BO.
Como parte da estratégia, a companhia criou uma unidade de negócios mundial, com cerca de mil funcionários dedicados integralmente ao middle market. Também foi lançada uma nova linha de produtos adaptada às necessidades e possibilidades do segmento, chamada Business Objects Crystal Decisions – Standart Edition. O público alvo do novo produto são empresas de médio porte (faturamento entre US$ 35 e US$ 300 milhões), que manejem alto volume de dados e tenham informações estruturadas.
Segundo Fernando Corbi, diretor geral da BO no Brasil, apesar de representarem um grande mercado, as médias empresas ainda não tiveram seu potencial consumidor explorado pelas empresas de BI. O executivo citou como prova uma pesquisa do Gartner que indica que apenas 15% das empresas de médio porte utilizam soluções nesta área. “E nós queremos nos consagrar como líderes na oferta de soluções para esse segmento, que deve se consolidar nos próximos dois ou três anos”, confidencia Rowe.
As expectativas dos executivos são fundamentadas por dados da IDC, que indicam que o segmento de médio porte tem crescido 50% mais rápido (12,5% ao ano) que o mercado corporativo (8,3%). Em outro estudo, desta vez encomendado pela Business Objects, a consultoria revela que as empresas de grande porte (foco das companhias de BI) representam apenas 9% do mercado corporativo. “Estamos, portanto, em busca desses 91% de empresas que ainda não utilizam a solução por falta de recursos financeiros”, completou o vice-presidente.
A comercialização da solução para médias empresas será feita sob forma de licenciamento de uso, com manutenção anual. Os clientes têm a possibilidade de fazer up-grade entre os três níveis de serviços (Standart, Premium e Professional) pagando apenas a diferença de valor entre os pacotes. Os preços da solução variam de US$ 25 mil, para cinco usuários, até US$ 150 mil, para 20 usuários. Segundo Corbi, as expectativas da BO para o novo mercado são altas. “Nosso público alvo no Brasil são os setores público, financeiro, de varejo familiar e manufatura”.
Quebrando Antigos Conceitos de BI
Em maio deste ano a Business Object fechou um acordo para aquisição da Inxight Software, Inc., também norte-americana. As soluções da empresa analisam textos, fazem pesquisa unificada e permitem a visualização de dados. A união das empresas permitirá que os usuários tenham acesso facilitado tanto a informações estruturadas em bases de dados e data warehouses quanto a informações não-estruturadas, como e-mails, documentos, campo de notas e conteúdo Web. “Estas ferramentas permitem, por exemplo, fazer uma análise do texto registrado por um atendente de telemarketing ou ajustar os registros de produtos em estoque distorcidos por incorreções na grafia. Se um lote de pneu está registrado com esta palavra e em outro ocorrer algum tipo de falha na grafia, o sistema entenderá este erro e somará os lotes”, explica Ronaldo Amá, vice-presidente do grupo que coordena os produtos para gerenciamento de informação corporativa na BO.
Segundo a empresa, até agora, a tradicional oferta de soluções de BI esteve focada no acesso, análise e compartilhamento de informação exclusivamente estruturada, como em sistemas operacionais e data warehouses, uma fração da totalidade de dados disponíveis dentro da organização. “A Business Objects vai quebrar as barreiras do conceito atual de Business Intelligence. Vamos entregar a primeira solução que combina nativamente dados estruturados e não-estruturados em todas as áreas do BI, o que ajudará os clientes a combinar quantidade e qualidade de informação para obter uma visão mais ampla e precisa dos negócios”, destaca Fernando Corbi, diretor geral da Business Objects do Brasil.

