Segurança

Campanha de ciberespionagem afeta a América Latina

Maioria dos alvos parece estar na Venezuela, Equador e Colômbia.

 

A Kaspersky Lab anuncia a descoberta de uma campanha de espionagem cibernética na América Latina. Apelidada de “Machete”, ela tem feito vítimas consideradas de “alto perfil” como governos, militares, embaixadas e órgãos governamentais há, pelo menos, quatro anos.

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A maioria dos alvos parece estar na Venezuela, Equador e Colômbia – mas há outros países afetados, incluindo Rússia, Peru, Cuba e Espanha. O objetivo dos espiões é seqüestrar informações sensíveis das organizações comprometidas – até agora eles conseguiram gigabytes de dados confidenciais.

Segundo a empresa, tudo indica que a Machete começou em 2010 e foi atualizada em 2012. Os atacantes usaram técnicas de engenharia social para distribuir o malware. Em alguns casos, enviaram mensagens de phishing combinadas com blogs falsos especialmente preparados. No momento, não há indicações de exploits usando vulnerabilidades 0-day (falhas em software ainda desconhecidas). A parte técnica da campanha (como ferramentas de ciberespionagem e código no lado do cliente) têm baixa sofisticação técnica em comparação com campanhas do tipo. Apesar dessa simplicidade, a  Kaspersky Lab identificou 778 vítimas no mundo.

Com base nas descobertas, os especialistas concluíram que os atacantes parecem ser de língua espanhola, e são originários da América Latina. Adicionalmente, os alvos dos ataques estao em sua maioria em paises Latino Americanos. Às vezes, o alvo fora da região estava conectado com a AL. Por exemplo, na Rússia, a meta parecia ser a embaixada de um país latino-americano.

A ferramenta de ciberespionagem encontrada em computadores infectados é capaz de executar várias funções, como copiar arquivos para um servidor remoto ou um dispositivo USB especial (se estiver inserido), sequestrar o conteúdo da área de transferência (clipboard), registrar a digitação, capturar o áudio no microfone do computador, tirar screenshots, obter dados de geolocalização e fazer fotos com a webcam da máquina.

A campanha tem uma característica técnica incomum: arquivos executaveis compilados com a linguagem Python. Isso não tem qualquer vantagem para os atacantes, exceto a facilidade de codificação.

As ferramentas não mostram sinais de serem multi-plataforma, pois o código é fortemente orientado para o Windows. No entanto, os especialistas descobriram pistas mostrando que os atacantes preparam a infra-estrutura para vítimas que usam sistemas OSX e Unix. Além do Windows, também foram encontrados sinais de componentes móveis para Android.

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