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Caterpillar Marine usa IoT para monitorar motores de navios e evitar paradas para manutenção

Ao substituir a limpeza agendada para uma com base nas condições dos equipamentos, a empresa consegue economizar US$ 450.000 em combustível por ano, por embarcação.

Com mais de 5 mil sensores conectados aos motores de um navio de cruzeiros, um fabricante de motores consegue perceber quando um deles está prestes a apresentar defeitos e pode imediatamente efetuar a manutenção, sem precisar parar a embarcação e nem atrapalhar a vida dos passageiros. O uso dos recursos da Internet das Coisas (IoT) vem ajudando os clientes da Caterpillar Marine em todo o mundo a economizar milhões de dólares e ainda evitar os transtornos de uma embarcação parada para manutenção.

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A Caterpillar Marine, a subdivisão de equipamentos para embarcações marítimas da gigante americana Caterpillar, também já usa a tecnologia para monitorar melhor o funcionamento de motores de rebocadores e até para definir o momento ideal para a limpeza de casco de um gigante navio de Ro-Ro, daqueles que transportam de tudo de automóveis a escavadeiras. É o casco limpo que garante a eficiência de combustível.

Rob Bradenham, gerente global de desenvolvimento de negócios da Caterpillar, disse que, com a tecnologia, a empresa consegue ter uma economia de mais US$ 1,5 milhões por ano somente em manutenção de equipamentos.

Para manter uma embarcação funcionando 100% do tempo é preciso gerenciar os ativos da casa das máquinas remotamente. É aí que a internet das coisas industrial entra em ação. Isso é feito com ajuda do PI System, uma infraestrutura que permite a leitura e a contextualização dos dados em tempo real. Com essa tecnologia, usada por 65% das 500 maiores empresas do mundo, através de sensores conectados na internet, a Caterpillar consegue monitorar desde geradores e motores, a GPS, sistemas de ar condicionado e medidores de combustível.

A Caterpillar Marine fabrica motores marítimos a diesel de média e alta velocidade e faz a manutenção destes equipamentos para garantir que não haja falhas nem pausas desnecessárias. “Qualquer problema, por menor que seja, pode fazer com que um navio fique sem funcionar e não cumpra as obrigações contratuais”, comenta Bradenham.

Todos os dados coletados com o uso do sistema da OSIsoft, o PI System, são usados para determinar parâmetros operacionais e fazer análises para manutenção preditiva dos equipamentos. Os dados são enviados para os membros da equipe de operações em terra e as ações são tomadas antes que os problemas ocorram. Os motores dos navios de cruzeiro possuem mais de 5.000 sensores conectados ao PI System.

A Caterpillar consegue identificar, por exemplo, a relação do medidor de combustível com a quantidade de energia usada pelos contêineres refrigerados. “O combustível representa a maior parte do custo total de vida útil de uma embarcação (70%). Se você puder eliminar alguns pontos, é uma grande vantagem”, afirmou Bradenham. Com a utilização de Big Data, a empresa passou a prever o melhor momento para realizar a limpeza do casco do navio. Ao substituir a limpeza agendada para uma com base nas condições dos equipamentos, a empresa consegue economizar US$ 450.000 em combustível por ano, por embarcação.

Segundo Bradenham, certa vez em um navio os analistas e consultores notaram que a temperatura de um cilindro estava atingindo um nível mais alto que os demais. Após a análise, a equipe foi capaz de identificar o problema e propor uma solução provável. O motor então foi consertado antes mesmo de ser danificado, evitando uma sobrecarga que poderia ter resultado na falta de energia e de ar-condicionado para os passageiros.

Ao realizar análises multivariadas de manutenção preditiva no navio Pentaho, o cliente descobriu que configurar geradores em uma potência menor era uma abordagem mais eficiente do que deixar tudo no máximo. A economia estimada desta alteração fez a empresa economizar cerca de US$ 30 por hora. Isso pode parecer pouco, mas a economias agregadas para uma frota de 50 navios que operam 24 horas por dia e 26 semanas por ano geraram mais de US$ 650 mil em redução de gastos

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