Um call center próprio com 200 posições de atendimento ativas e receptivas e uma conta telefônica anual de cerca de R$ 1 milhão, tornaram a Catho a candidata ideal para o uso da tecnologia de voz sobre IP.
Dona de um call center com 200 posições de atendimento ativas e receotivas e de uma conta telefônica anual de carca de R$ 1 milhão, a Catho, empresa de recrutamento de profissionais na web, tinha consciência da necessidade de promover mudanças para melhorar não apenas a sua rentabilidade mas também a performance da central de atendimento.
Em novembro do ano passado, a empresa começou a testar soluções que pudessem atender a demanda por qualidade necessária para seu atendimento. Após realizar diversos testes com seus melhores atendentes, a escolha recaiu sobre a Tesa Telecom, empresa brasileira de telecomunicações subsidiária da South American Communication LLC.
“Fizemos testes com outros provedores e nenhum atendeu a necessidade de qualidade de um call center. Com a Tesa fizemos um piloto e gostamos da qualidade”, conta Ailton Moreira, gerente de telecomunicações da Catho.
O uso inicial, até para se familiarizar com a nova tecnologia, foi modesto. Foram adquiridas seis ATAs, que disponibilizavam oito linhas VoIP. Essa linhas foram configuradas para fazer chamadas para destinos específicos DDD. “A utilização das linhas de voz sobre IP é transparente para os operadores. Se eles ligam para um dos destinos pré-configurados, automaticamente a ligação é feita usando a telefonia IP”, explica o executivo.
A satisfação gerada pelo sistema fez com que a Catho se interessasse pela instalação de mais linhas VoIP. A empresa agora está homologando um gateway D-Link que permitirá até 30 ligações simultâneas usando a nova tecnologia.
A escolha do equipamento foi determinada pela sua fácil comunicação com o PABX Siemens que a companhia possui. A idéia do gerente é passar 10% do tráfego DDD para voz sobre IP. Como possui um pacote de utilização já contratado com uma telefônica, a empresa esperará o fim desse acordo para aumentar a utilização da tecnologia VoIP. “Quero passar tudo de longa distância para o VoIP”, afirma Ailton. A expectativa é que, num primeiro momento, a economia com a conta telefônica do call center chegue a 30%.
No entanto, apesar de querer investir na tecnologia para DDD, o executivo considera ideal um modelo híbrido de telecomunicações, com a telefonia analógica e a IP convivendo juntas. “Não aconselho a empresa a usar 100% VoIP. Como a tecnologia ainda depende de uma infra-estrutura pesada de acesso, a confiabilidade ainda não é total em todas as regiões. Gosto de ter a garantia do link convencional como backup”, comenta.

