Segurança

Check Point descobre nova campanha de HTML maliciosos

Os pesquisadores da Check Point Research relataram uma nova campanha do AsyncRAT em que arquivos HTML maliciosos eram usados para disseminar malware oculto

A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software, publicou o Índice Global de Ameaças referente ao mês de novembro de 2023. Os pesquisadores da CPR descobriram uma nova campanha AsyncRAT na qual arquivos HTML maliciosos foram usados para disseminar malware oculto.

O malware AsyncRAT é um trojan de acesso remoto (RAT) conhecido por sua capacidade de monitorar e controlar remotamente sistemas de computador sem detecção. O malware utiliza vários formatos de arquivo, como PowerShell e BAT, para realizar a injeção de processos.

Na campanha do AsyncRAT durante o mês de novembro, os destinatários receberam um e-mail contendo um link incorporado. Uma vez clicado, o link acionava o download de um arquivo HTML malicioso, o que gerava uma sequência de eventos que significava que o malware poderia se camuflar como um aplicativo confiável para evitar sua detecção.

Outro destaque do ranking de novembro foi o downloader Fakeupdates retornou à lista dos principais malwares após um intervalo de dois meses, sendo um dos carregadores de malware mais populares entre os cibercriminosos (2% dos impactos registrados). No Brasil, o Fakeupdates assumiu a liderança do ranking local de Top Malware em novembro com um índice quase três vezes maior que o global, com 9,06% de impacto.

Os tipos de carga suportados incluem executáveis e JavaScript, ele grava as cargas no disco antes de iniciá-las e usando uma ampla rede de sites comprometidos que oferecem atualizações falsas. Escrito em JavaScript, a estrutura de distribuição de malware implanta sites comprometidos para induzir os usuários a executar atualizações falsas do navegador. Isso levou a novos comprometimentos por meio de muitos outros malwares, incluindo GootLoader, Dridex, NetSupport, DoppelPaymer e AZORult.

No entanto, em novembro, o Formbook foi o malware mais difundido no mês com um impacto de 3% das organizações em todo o mundo. Ele é um InfoStealer direcionado ao sistema operacional Windows e foi detectado pela primeira vez em 2016. É comercializado como Malware-as-a-Service (MaaS) e coleta credenciais de vários navegadores da Web, captura telas, monitora e registra digitações de teclas e pode baixar e executar arquivos de acordo com as ordens de seu C&C (Comando & Controle).

Principais setores atacados no mundo e no Brasil

Quanto aos setores, em novembro, Educação/Pesquisa permaneceu na liderança da lista como o setor mais atacado globalmente, seguido por Comunicações e Governo/Militar. No Brasil, os três setores no ranking nacional mais visados por ciberataques durante o mês de novembro foram:

1. Utilities (média de 1.993 ataques semanais por organização nos últimos seis meses – junho a novembro)

2. Governo/Militar (média de 2.006 ataques semanais por organização nos últimos seis meses – junho a novembro)

3.Comunicações (média de 1.983 ataques semanais por organização nos últimos seis meses – junho a novembro)

A equipe da CPR também revelou que a “Command Injection Over HTTP” foi a vulnerabilidade global mais explorada em novembro, impactando 45% das organizações em todo o mundo, seguida pela “Web Servers Malicious URL Directory Traversal” com iguais 42% e pela “Zyxel ZyWALL Command Injection (CVE-2023-28771)” em terceiro lugar com impacto global de 41% nas organizações.

Em novembro, o Anubis permaneceu em primeiro lugar como o malware móvel mais difundido. Trata-se de um cavalo de Troia bancário projetado para smartphones Android. Desde que foi detectado inicialmente, ele ganhou funções adicionais, incluindo a funcionalidade Remote Access Trojan (RAT), keylogger, recursos de gravação de áudio e vários recursos de ransomware. Foi detectado em centenas de aplicativos diferentes disponíveis na Google Store.

O Índice de impacto de ameaças globais da Check Point Software e seu mapa ThreatCloud são alimentados pela inteligência ThreatCloud da Check Point, rede colaborativa que fornece inteligência de ameaças em tempo real derivada de centenas de milhões de sensores em todo o mundo, em redes, endpoints e dispositivos móveis. A inteligência é enriquecida com mecanismos baseados em IA e dados de pesquisa exclusivos da divisão Check Point Research (CPR).

 

Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e Twitter.

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *