Os pesquisadores da Check Point Software Technologies, fornecedora global de soluções de cibersegurança, identificaram uma vulnerabilidade crítica no servidor DNS do Windows. Esta falha de segurança permitiria a um cibercriminoso explorar a vulnerabilidade para obter direitos de Administrador de Domínio, a fim de obter o controle completo da TI de uma empresa. Esta vulnerabilidade crítica, à qual os pesquisadores da divisão Check Point Research (CPR) denominaram como SigRed, afeta as versões do Windows Server de 2003 a 2019 e pode ser acionada por uma resposta DNS maliciosa.
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O DNS, também conhecido por “o catálogo de endereços da Internet”, é um protocolo de rede para traduzir nomes de host de computadores em endereços IP. Quando se possui um nome de domínio – por exemplo, http://www.checkpoint.com – controla-se o endereço IP a que este nome é correspondido via um ‘DNS record’.
Estes registros DNS são servidores presentes em todas as organizações e, se explorados, dão ao cibercriminoso direitos de administração de domínio sobre o servidor, permitindo a ele interceptar e manipular os e-mails dos usuários e o tráfego de rede, tornar serviços indisponíveis, roubar as credenciais dos usuários; ou seja, um cibercriminoso pode assumir o controle de toda a infraestrutura corporativa de TI.
Em 19 de maio de 2020, a Check Point Research divulgou com responsabilidade suas descobertas à Microsoft. A empresa reconheceu a falha de segurança e emitiu um patch (CVE-2020-1350) em 14 de julho de 2020. A Microsoft atribuiu a vulnerabilidade com a maior pontuação de risco possível (CVSS: 10.0). Os especialistas das empresas recomendam que todos os usuários de Windows atualizem os seus servidores DNS o mais rapidamente possível para evitar os efeitos desta vulnerabilidade, já que ameaça de um ataque deste tipo é muito elevada.
Como funciona esta vulnerabilidade
A vulnerabilidade está na maneira como o servidor DNS do Windows analisa uma consulta recebida, bem como a análise da resposta a uma consulta. Em caso de ser mal-intencionado, se desencadeia um aumento de carga do buffer, permitindo ao cibercriminoso obter o controle do servidor.
Além disso, a gravidade dessa falha de segurança foi demonstrada pela Microsoft que a descreveu como “wormable“, o que significa que uma única exploração pode iniciar uma reação em cadeia que permite que os ataques se espalhem de uma máquina vulnerável para outra, sem exigir nenhuma interação humana.
Como a segurança do DNS não é algo que muitas organizações monitoram ou que têm controles rígidos, um único equipamento comprometido pode se tornar um “super propagador”, deixando que o ataque se espalhe pela rede de uma organização em questões de minutos.
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