Segurança

Check Point reforça papel da IA na luta do “bem contra o mal”

O que você vai ver nesse artigo:

A inteligência artificial (IA) pode não ter criado nenhum vilão de filme de ficção científica (ainda), mas já é a principal preocupação dos provedores de soluções de cibersegurança. Ferramentas de inteligência artificial generativa (GenAI) têm ajudado cibercriminosos ao redor do mundo a codificar novos malwares e explorar vulnerabilidades, ao mesmo tempo que os ajuda a melhorarem seus golpes de engenharia social. Em coletiva de imprensa realizada no CPX Brasil 2024, que ocorre hoje (8/8) em São Paulo, executivos da Check Point Software Technologies destacaram a dualidade que a IA trouxe ao mercado de TI.

Brian Linder, líder global de Evangelistas em Cibersegurança da Check Point, lembrou que a GenAI levou apenas dois meses para conquistar 100 milhões de usuários, algo mais rápido do que foi com o smartphone (guardadas as devidas diferenças entre cada tecnologia). A adoção transformou diversos mercados e a área de segurança também, trazendo diversos desafios que vão de Shadow IT até ciberataques. Por isso, ele não hesita em dizer que a maior ameaça hoje é o uso indiscriminado da inteligência artificial.

Os números provam esse cenário. De acordo com o Relatório de Inteligência de Ameaças da Check Point, as organizações brasileiras foram atacadas 2.754 vezes por semana no segundo trimestre de 2024, um aumento de 67% nos ataques cibernéticos em comparação com o mesmo período do ano passado. No mesmo período de 2023, as organizações no Brasil foram atacadas 1.645 vezes por semana.

Hora do contra-ataque

Está claro que os CISOs hoje enfrentam um ambiente de segurança cibernética em constante mudança, com ameaças sofisticadas e complexidade crescente. A resposta que a Check Point oferece é adotar uma solução abrangente, baseada em nuvem e alimentada por IA, o que proporcionaria a eficiência necessária para proteger a TI e implementar uma arquitetura de Zero Trust e enfrentar os desafios de segurança cibernética.

Eduardo Gonçalves, country manager da Check Point para o Brasil, destacou soluções de cibersegurança precisam se apoiar na inteligência artificial para automatizar processos de detecção e resposta. “Não é mais possível basear a defesa em vetores de ataques. É preciso a consolidação de ferramentas de segurança em uma única plataforma para garantir a colaboração entre elas e responder a ataques automaticamente”, explica.

Obviamente, a Check Point conta com essa plataforma única em seu portfólio. A Infinity Platform é uma solução de gerenciamento centralizada e unificada que usa inteligência artificial em tempo real para antecipar e prevenir riscos, ataques desconhecidos e phishing em todos os endpoints e serviços, desde data centers até dispositivos móveis e Internet das Coisas (IoT).

A Infinity Platform inclui:

  • Capacidades de Segurança Superiores: Proteção abrangente contra malware, ransomware e outras ameaças avançadas.
  • Experiência do Usuário: Operações simplificadas com menos etapas de configuração, reduzindo o risco de erros.
  • Efetividade da Segurança: Implementação de práticas de segurança de ponta que garantem proteção contínua dos dados corporativos.
  • Efetividade da Prevenção: Eficácia na prevenção de ataques desconhecidos e phishing.

Além da plataforma, a empresa oferece serviços através do Check Point Infinity Core Services: operações e serviços de segurança colaborativa, prevenção e resposta estendida (XDR), ThreatCloud AI e Infinity AI Copilot, apoiados pelos serviços de segurança gerenciada, consultoria e treinamento 24/7 da Check Point Software.

Estratégia de segurança

Esta é a base da estratégia que Jonathan Fischbein, Global CISO da Check Point Software, lista para os CISOs construírem sua própria estratégia de segurança cibernética, incluindo-a em uma agenda na era da IA:

  • Protegendo a Transformação Digital: Garantir que as iniciativas digitais sejam seguras por design.
  • Zero Trust em rede, nuvem e aplicativos: Implementar uma arquitetura de Zero Trust que elimine a confiança implícita em qualquer parte da rede.
  • Prevenir extorsão de empresas: Implementar medidas proativas contra ransomware e outros ataques de extorsão.
  • Impacto da IA Generativa: Avaliar e mitigar os riscos associados ao uso da IA generativa por cibercriminosos, adotando soluções de segurança cibernética baseadas em IA.
  • Investimento Racionalizado em Segurança: Investir em uma solução abrangente, consolidada e unificada de gerenciamento que aborde os desafios de um cenário de ameaças em constante evolução impulsionado pela IA em tempo real.

“A necessidade de investimento em modernização de TI para enfrentar novos desafios de segurança cibernética é clara, e os CISOs têm um papel crítico em alcançar melhores resultados de negócios e buscar se manter à frente do cibercrime”, diz Jonathan Fischbein.

 

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