Internacional

China nega participação em ataque a Gmail

Governo diz que acusação é uma invenção.

Autoridades chinesas negaram, nesta quinta-feira (2/06), que os ataques que vitimaram contas de e-mail de oficiais norte-americanos partiram do país – mais especificamente da cidade de Jihan.

Na última quarta-feira (2/06) a Google afirmou, via nota no blog oficial, que, embora o Gmail não passasse por problemas, uma ofensiva contra o serviço atingira funcionários dos governos dos Estados Unidos e da Coréia do Sul, além de ativistas políticos na China e jornalistas desses países. Membros do Partido Comunista chinês consideraram as acusações inaceitáveis.

“Dizer que o Governo Chinês suporta atividades hacker é uma invenção”, sentenciou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hong Lei, em entrevista à BBC. “Ofensivas virtuais são um problema em todo o mundo, e a China também é uma vítima. A acusação é infundada e tem segundas intenções”, completou.

Em nenhum momento, porém, a Google apontou o governo chinês como responsável pelo ataque. Segundo a empresa, os criminosos utilizaram pragas virtuais e ataques de phishing (quando as vítimas são iludidas a baixar programas nocivos de e-mails ou sites) para furtar senhas e monitorar as contas invadidas.

Depois de identificar o caso, a Google conseguiu interromper a ação, e entrou em contato com as vítimas e com o Governo norte-americano para relatar o fato.

Relação conturbada

A relação entre a Google e o Partido Comunista chinês – que censura o acesso à Internet – tem sido conturbada. Em 2009, a empresa teve o mesmo problema com o Gmail, e a China negou responsabilidade – documentos do Wikileaks divulgados posteriormente, no entanto, atestaram o envolvimento. Em 2010, por pouco a companhia não conseguiu renovar sua licença para atuar no país, e, em março deste ano, destacou que o acesso a seu serviço de e-mail estava sendo bloqueado. *

com informações de agências internacionais

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