O fim de mais uma edição do evento bancário mostra que os resultados agradaram o consultor da entidade Luis Marques de Azevedo, principalmente “por oferecer mais uma feira qualitativa”.
A 19ª edição do Ciab Febraban encerrou na última sexta-feira e, segundo os organizadores, o evento atendeu às expectativas. Segundo o consultor da Febraban para o Ciab, Luis Marques de Azevedo, os expositores e as salas dos congressos receberam ao todo cerca de 16 mil visitantes, equivalente a cinco mil por dia.
Porém, o consultor enfatiza que o número de visitantes não tem muita importância, já que a grande preocupação dos organizadores é no sentido qualitativo, onde os empresários possam prospectar futuros negócios com as instituições financeiras. “A Ciab é uma oportunidade de conversa pessoal com os CIOs dos bancos, já que eles nunca têm o tempo disponível para atender a quantidade de fornecedores tecnológicos que aparecem nas instituições todos os dias”, diz.
A procura em tentar aumentar os negócios se valeu com a constatação de 87 expositores na feira, que mostraram suas soluções em tecnologia da informação, tanto no quesito de hardware quanto no de software.
Dentre as soluções de tecnologia bancária apresentadas, Azevedo destacou dois projetos que trarão benefícios aos bancos, como a redução de custos. O primeiro é o sistema de Débito Direto Autorizado (DDA), que migrará a forma de pagamento dos boletos de cobrança para o virtual e, com isso, eliminará o uso do papel. A outra novidade é a Truncagem de Cheques com Imagem, que, com a digitalização desses documentos, dará um fim às despesas com logística, fraudes e roubos.
Azevedo enfatiza que o Brasil é o centro da inovação tecnológica e usa como exemplo o serviço de auto atendimento, que possui inúmeros aplicativos de utilização. “Na Europa, por exemplo, esse serviço só existe para saques de moedas, um sistema inferior de automação”, exemplifica.
Para o consultor, a feira é responsável pela grande maioria das negociações de TI, realizadas nas instituições financeiras. Segundo ele, só no ano passado os bancos investiram R$ 16 bilhões e, desse valor, 40% foram direcionados a novas aquisições de soluções, plataformas e aplicativos. “Do número apontado, mais da metade dos negócios teve início na Ciab”, completa.
O palpite de Luis Marques de Azevedo é que nesse ano o crescimento dos bancos poderá chegar em até 5%, mais a inflação. “Se ela (inflação) for, no máximo, a 4%, as instituições poderão ir bem mais longe, em torno de 10%”, diz.
“A Ciab Febraban se mantém em uma curva ascendente, tem tudo para ser um outro sucesso, principalmente por comemorarmos a 20ª edição, com mais qualidade e incentivo aos investimentos em tecnologia para esse setor”, é o que prevê para 2010 Azevedo.

