A operadora de saúde Golden Cross ainda tenta recuperar seus sistemas após o ataque cibernético sofrido no último dia 20 de setembro. A empresa é mais uma vítima dentro de um setor amplamente atacado por cibercriminosos, que já se acostumaram a mirar em corporações de saúde em busca de maior lucro.
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Estudo da Check Point Research aponta que o setor da saúde foi o segundo mais atacado em 2021 no Brasil. Foram 1.685 ataques por semana por organização, em média, um crescimento de 64% de ataques em 2021 se comparado com 2020. O setor só fica atrás do Varejo/Atacado, 2.158 ataques por semana por organização em média. No mundo, não é diferente, sendo a saúde o quinto maior alvo dos cibercriminosos.
Para Luis Corrons, pesquisador adjunto sênior da Avast, o resultado desses ataques pode ser desastroso. “A recuperação de um ataque cibernético leva muito tempo. Não se trata apenas de restaurar os sistemas que foram interrompidos, mas conduzir uma análise forense profunda do que aconteceu para descobrir como os invasores obtiveram acesso à rede”, destaca ele.
A Golden Cross também vai precisar descobrir quanto tempo eles estavam por perto e quais informações poderiam ter sido comprometidas. “Restaurar os dados de alguns servidores pode ser relativamente fácil se você tiver planos de backup, mas é inútil se os invasores puderem entrar novamente e causar danos, por isso descobrir o caminho que eles entraram é fundamental”, diz o especialista.
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