Antes focado no roubo de dados e cartões de crédito, criminosos evoluem para espionagem corporativa.
A Palo Alto Networks, especializada em segurança corporativa, acaba de divulgar um estudo que revela a evolução das técnicas utilizadas por criminosos cibernéticos da Nigéria, tradicionalmente conhecidos por ataques de phishing 419 e voltados ao roubo de dados pessoais e de cartões de crédito, para práticas avançadas, envolvendo o uso de ferramentas complexas normalmente adotadas por grupos de espionagem. O “upgrade” das campanhas de malware dos nigerianos tem um novo alvo: as redes corporativas, antes ignoradas por este grupo de cibercriminosos.
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O relatório 419 Evolution, divulgado pela equipe de inteligência de ameaças da Palo Alto Networks, mostra que, para roubar os dados essenciais de redes corporativas, os golpistas deixaram de usar suas ferramentas tradicionais, partindo para ataques sofisticados que a equipe de pesquisadores chamou de Silver Spaniel.
“Esses ataques Silver Spaniel têm origem na Nigéria e são possíveis graças a táticas, técnicas e procedimentos que se assemelham entre si. Os invasores não parecem ter um nível muito alto de conhecimento técnico, mas representam uma ameaça crescente a empresas que não eram seus alvos prioritários até pouco tempo atrás”, afirma Ryan Olson, diretor da “Unit 42”, da Palo Alto Networks.

