Criminosos se voltam para pequenas empresas e fornecedores para atingir organizações de grande porte.
A Symantec divulgou o Relatório de Ameaças à Segurança na Internet (ISTR), Volume 18, registrando um aumento de 42% nos ataques direcionados apenas em 2012.
Os ataques, comumente usados em espionagem industrial para roubar informações confidenciais, estão cada vez mais atingindo o setor de manufatura e pequenas empresas, que foram o alvo de 31% dos ataques direcionados em 2012.
“O ISTR deste ano mostra que os cibercriminosos não estão reduzindo suas atividades e continuam a planejar novas maneiras de roubar informações de organizações de todos os tamanhos. A sofisticação dos ataques, combinada com a atual complexidade da TI – a exemplo de virtualização, mobilidade e nuvem – exigem que as empresas se mantenham pró-ativas e usem medidas de segurança com defesa avançada para prevenir ataques”, afirmou André Carrareto, Estrategista em Segurança da Symantec para o Brasil.
Segundo o relatório, os ataques direcionados com um objetivo específico estão crescendo mais entre as companhias com menos de 250 colaboradores que, muitas vezes, não dispõem de práticas de segurança e infraestrutura adequadas.
As pequenas empresas sofrem três vezes mais ataques em comparação a 2011. Os cibercriminosos são atraídos pelos dados de clientes, propriedade intelectual e dados bancários dessas organizações.
Os ataques baseados na web aumentaram 30 por cento em 2012, muitos originados de sites comprometidos de pequenas empresas usados em ataques cibernéticos em massa, bem como em ataques do tipo Watering Hole. NO ataque Watering Hole, o criminoso infecta um site, como um blog ou o site de uma pequena empresa que é visitado com frequência pela vítima de interesse e instala uma carga de ataque no computador.
A gangue Elderwood foi pioneira nesse tipo de ataque. Em 2012, conseguiu infectar 500 organizações em um único dia. O criminoso aproveita a segurança fraca de uma empresa para burlar a segurança potencialmente mais forte de outra empresa.
O relatório também aponta o crescimento do malware móvel em 58%, sendo que 32% de todas as ameaças móveis tentaram roubar informações como endereços de e-mail e números de telefone.
Apesar do iOS da Apple ter tido mais vulnerabilidades documentadas, ele teve apenas uma ameaça descoberta durante o mesmo período. O Android, em contrapartida, teve menos vulnerabilidades, porém mais ameaças do que qualquer outro sistema operacional móvel.
61% dos sites maliciosos são sites legítimos que foram comprometidos e infectados. Websites corporativos, de tecnologia e de compras estiveram entre os cinco principais tipos de sites hospedeiros de infecções.

