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Cibercrime pode custar até R$ 16 mil para consumidores em época de Natal

Vítimas de um golpe cibernético nesse período perdem entre R$ 160 e R$ 16 mil por incidente.

Consumidores que planejam comprar seus presentes de Natal online podem correr o risco de perder entre R$ 160 e R$ 16 mil por incidente. Isso porque essa é a época em que cibercriminosos em todo o mundo buscam preencher suas ‘meias de Natal’.

E com o aumento na adoção de múltiplos dispositivos pelos consumidores – celulares, tablets, laptops e PCs –, as compras online se tornaram mais acessíveis e convenientes. Junto ao fato de que, agora, mais países possuem uma largura de banda disponível maior do que tinham antes, não é surpresa esperar que 2017 seja o pior ano de todos em incidentes de cibercrime durante a temporada festiva.

De acordo com uma pesquisa da Barclays, mais de um quarto de todos os golpes online no Reino Unido ocorrem no período natalino, enquanto a ThreatMetrix prevê que haverá 50 milhões de ciberataques no mundo na temporada de férias de 2017. Especificamente, países com fortes perspectivas fiscais e altos níveis de adoção mobile estão entre os alvos mais prováveis. Além disso, um Relatório de Inteligência de Ameaças trimestral da NTT Security revela que os ataques globais de phishing aumentaram 74% no terceiro trimestre de 2017.

Mark Thomas, Estrategista de Segurança da Dimension Data, diz: “Nas próximas seis semanas, veremos um aumento em campanhas de phishing por e-mail, ataques de ransomware, trojans bancários, assim como o aparecimento de sites fraudulentos que promovem ofertas especiais como pacotes de férias. Cartões de presente falsos, que podem levar o usuário a um site não confiável ou permitir o download de um arquivo que pode comprometer o dispositivo, também se tornarão mais predominantes.”

Na lista de compras dos cibercriminosos também estão notificações falsas do status de entrega de encomendas, projetadas para atrair o usuário a clicar em links maliciosos, e-mails indesejados de ofertas especiais, e recibos falsos de compras online, que o levam a abrir anexos com ransomware.

O que os cibercriminosos querem?

Thomas diz que os cibercriminosos estão atrás de duas coisas. A primeira são os dados do cartão de crédito de uma pessoa e, uma vez acessado, provavelmente é usado para gastar o dinheiro e até o bônus anual da vítima. A segunda coisa são as informações de identificação pessoal, como nomes de usuários, senhas e detalhes que sites acessam com frequência. “Se um cibercriminoso é capaz de acessar essas credenciais, ele pode usá-las para se passar pela vítima em diversos sites e plataformas online”.

Principais dicas para se manter seguro ao fazer compras online:

  • Nunca use Wi-Fi público ao fazer compras online.
  • Nunca abra e-mails, clique em links ou abra anexos de fontes desconhecidas.
  • Garanta o download de aplicativos legítimos de fontes conhecidas e confiáveis em seus dispositivos.
  • Nunca compartilhe seus nomes de usuário, senhas ou outras informações pessoais online.
  • Use um sistema de gerenciamento de senhas que permita armazenar e gerenciar com segurança todas as credenciais de um único local.
  • Cuidado com e-mails não solicitados que prometem grandes ofertas, e não abra os anexos.
  • Fique de olho no ícone visível de cadeado no navegador para confirmar a criptografia. Isso significa que o website em que você está comprando é uma loja segura e confiável.
  • Use seu cartão de crédito ao invés do cartão de débito, e não armazene os detalhes do cartão online.
  • Certifique-se de que seu antivírus e sistema operacional estejam atualizados em seu celular, tablet e computador.
  • Cheque seus extratos bancários com frequência e imediatamente relate cobranças não autorizadas ou suspeitas ao seu banco.

 

 

 

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