*Por Alêssa Ramos
A transformação digital é uma realidade inegável. Se antes existiam dúvidas, hoje, vemos cada vez mais a aplicação de recursos no dia a dia organizacional. De agentes de IA a ferramentas de automação, percorremos um caminho sem volta, no qual quem sai na frente não são aqueles que utilizam “mais” tecnologia, mas sim aqueles que se preparam melhor.
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Nessa altura do ano, é comum vermos na mídia uma série de tecnologias e recursos que prometem alavancar as operações. No entanto, mesmo diante do entusiasmo com as novidades que surgem dia após dia, diversas organizações ainda enfrentam desafios que impedem o avanço.
O exemplo mais comum é a tão falada IA. De acordo com o estudo da Qlik e do ESG, embora 94% das empresas estejam aumentando os gastos para o uso dessa tecnologia, apenas 21% conseguiram integrá-la totalmente nas suas operações. A causa disso? Muitas ainda não têm um plano estruturado e a base necessária para trilhar essa caminhada. Diante disso, listo aqui cinco pilares que são imprescindíveis nessa jornada:
#1 Preparo do time interno: a tecnologia é feita por e para pessoas. Sendo assim, é crucial que as organizações formem uma equipe dedicada para investir no desenvolvimento tecnológico e inovação. São esses membros que saberão identificar quais são os gaps e traçar um plano estratégico para aplicar as transformações no negócio.
#2 Infraestrutura: complementando o tópico anterior, após localizar as demandas e definir as prioridades, este é o momento de traçar a estratégia de infraestrutura. Essa ação, além de apoiar no melhor preparo, também assegura todo o suporte e a escalabilidade das etapas a serem desempenhadas pela empresa.
#3 Cibersegurança: no centro de todas as ações, estão os dados – que precisam ser protegidos. Segundo a Kaspersky, mais de 4.600 novas ameaças são detectadas diariamente, o que torna praticamente impossível confiar apenas em defesas manuais ou medidas reativas. Dessa forma, a cibersegurança é um pilar de extrema importância, visto que é a ação que permitirá um olhar mais aprimorado para toda a camada de dados da organização, garantindo máxima segurança da infraestrutura e acesso à informação.
#4 Agentes de IA: o tempo é um ativo valioso. Utilizar a tecnologia de IA para executar tarefas simples e repetitivas é uma excelente estratégia, pois permite que o colaborador se torne mais analítico e se dedique a ações que tragam resultados e permitam fazer apontamentos críticos.
#5 Soluções de automação fiscal: o ano de 2026 já começará com a tão falada Reforma Tributária. Durante o longo período de adaptação, é fundamental que as empresas busquem por ferramentas que as apoiem nessa transição, visando garantir as adequações necessárias para a conformidade (compliance).
Embora os pilares destacados acima não sejam uma novidade em si, são ações fundamentais que ajudam as empresas a ter uma abordagem “pé no chão”. Ou seja, de nada adianta investir em recursos sem ter um time alinhado, proteção contra a alta frequência de ataques que vemos acontecer constantemente e uma conduta que vise agregar na maior eficiência da equipe, eliminando trabalhos repetitivos.
Mesmo sendo elementos agnósticos para qualquer segmento, sabemos que aplicá-los ainda é um desafio para muitos. Nesse sentido, contar com o apoio dos parceiros certos é um passo importante a ser considerado. Isso porque, os especialistas, ao terem uma bagagem ampla de conhecimento, estão habilitados a guiar a empresa de acordo com a sua realidade e referências de negócio.
Se em 2025 as empresas se aventuraram mais, em 2026, será preciso ter cautela e planejamento. Temos pela frente um calendário desafiador nos mais diversos sentidos e, somente aqueles que estiverem atentos e preparados conseguirão se sobressair. Não há motivo para pânico, porém cabe o alerta: mais do que agilidade, é preciso agir com maturidade. *Alêssa Ramos é gerente de negócios da SPS Group.
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