Empresa investiu em time de vendas mais qualificado e novas soluções de rede, avançando sobre setor de Saúde.
A Citrix, empresa especializada em mobilidade corporativa, que conta com soluções de virtualização, redes e dispositivos móveis, não viu a crise econômica com uma perspectiva negativa. Com um portfólio que se encaixa nesse momento, conforme opinião do diretor geral da companhia para o Brasil, Luis Banhara, a empresa viu seu faturamento em dólar crescer no país. “O lado bom de ser uma empresa de tecnologia é que nosso setor cresce no momento bom, quando as empresas têm dinheiro para investir em novas soluções, e no ruim, quando é preciso otimizar os processos”, diz o executivo.
Banhara não diz quanto a subsidiária cresceu, mas explica como em entrevista exclusiva para o Portal IPNews. Acompanhe a seguir.
IPNEWS – Qual foi a estratégia adotada pela Citrix em 2016?
Luis Banhara – Neste ano, consolidamos nossas soluções nos diferentes mercados em que atuamos. Desta forma, fizemos investimentos na qualidade do nosso time especializado em vendas e de engenheiros de televendas, investindo em funcionários sêniores.
Além disso, também trouxemos novas soluções de rede, como a SDWan, que atua junto com as redes definidas por software para automatizar a gestão de aplicações móveis, aumentando a qualidade e segurança das comunicações.
Com o nosso investimento no time de vendas e a aceitação da SDWan pelo mercado, tivemos crescimento do nosso faturamento em dólar.
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IPNEWS – Vocês partiram para algum mercado novo?
LB – Trabalhamos forte em saúde, pois este é um setor que cresce em média de dois dígitos no Brasil e, na visão da Citrix, é uma área importante e desafiadora, que lida direto com o ser humano e precisa de inovação para que o profissional, seja médico ou enfermeiro, se dedique mais ao paciente. Ou seja, é uma área que necessita de mobilidade.
Para o setor, temos soluções capazes de virtualizar o prontuário eletrônico em dispositivos móveis, o que não é tão simples, já que essas aplicações são muito avançadas e necessitam de alto processamento, sendo desenvolvidas, na maior parte das vezes, para sistemas operacionais de computadores. Virtualizando essas aplicações para um tablet, a gestão por parte dos enfermeiros e médicos é facilitada.
IPNEWS – O que a crise representou para a Citrix?
LB – O lado bom de ser uma empresa de tecnologia é que nosso setor cresce no momento bom, quando as empresas têm dinheiro para investir em novas soluções, e no ruim, quando é preciso otimizar os processos. Este ano foi desafiador, mas conseguimos ajudar muitos clientes a reduzir custos, pois nosso portfólio se encaixou na crise. Muitas empresas buscaram nossas soluções para melhorar o espaço de trabalho, investindo em mobilidade.
Mas isso não é necessariamente em razão apenas da crise. Além do custo do metro quadrado ser muito caro, também é preciso pensar na mobilidade urbana. Em São Paulo, por exemplo, pesquisas indicam que as pessoas perdem até três horas de deslocamento diários. Com a virtualização do espaço de trabalho, o funcionário pode trabalhar em casa, unindo redução de custos e engajamento profissional.
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IPNEWS – Quais são suas soluções para espaço de trabalho como serviço?
LB – Para virtualização do espaço de trabalho temos as soluções XenDesktop, XenApp e XenMobile. Se um colaborador precisar acessar, de casa, uma planilha que está no computador de seu local de trabalho, ele pode logar no XenDesktop e acessar seus arquivos com segurança. A empresa tem a garantia da confiabilidade daquele arquivo, pois o funcionário não poderá salvá-los diretamente no computador.
IPNEWS – Como a nuvem se encaixa nos seus planos?
LB – O papel da nuvem mudou no mercado e não é mais vista como local de armazenamento. Agora, empresas levam aplicações importantes para rodar na nuvem, como o próprio ERP e CRM. Com isso, as companhias podem avançar para a virtualização dos equipamentos de trabalho (VMs, ou seja, máquinas virtuais), rodando elas junto da aplicação, diminuindo a latência e sendo mais eficiente.
IPNEWS – Como funciona a parceria com a Microsoft Azure? Vocês pretendem fazer algo parecido com a Amazon Web Services?
LB – A partir de 2017, os clientes da Microsoft Azure que usam a nuvem para rodar o ERP e o CRM vão poder acessar as informações via XenApp Express automaticamente. Ainda não pretendemos fazer o mesmo com a AWS.
Sobre as outras parcerias, também vamos disponibilizar o Single Sign-On para Office 365. Dessa forma, quando os usuários logarem na ferramenta da Microsoft, automaticamente se vão entrar no XenDesktop/XenApp, garantindo a segurança dos arquivos.
O movimento da Citrix agora é se aproximar de fornecedores de tecnologia para integrar soluções.
Transformação digital e novas tecnologias são o foco de diferenciação da CI&T
IPNEWS – Quais são as metas para 2017?
LB – A estratégia da Citrix é focar na transformação digital e nosso portfólio auxilia nessa tarefa, através da mobilidade. Nossa perspectiva para 2017 é mais promissora que em 2016, já que neste ano tivemos um bom posicionamento de mercado. Queremos crescer ainda mais em rede e mobilidade.

