Nacional

Claro e Google vão distribuir 1,5 mil smartphones com acesso à Internet para deficientes visuais

A Claro e o Google se uniram para atender a demanda de conectividade de pessoas com deficiência visual assistidas pela Fundação Dorina Nowill para Cegos. Ao longo dos próximos dois anos, o Google vai doar 1,5 mil smartphones para os beneficiados pela ação. Dentro do modelo de “preço social” (valor subsidiado que foi arcado pelo Google, sem custo para aqueles que vão receber os aparelhos), a Claro fornece os chips e pacotes de dados de 6 GB mensais para o período, além de 40 linhas de 20 GB para uso dos instrutores da Dorina Nowill.

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A ação objetiva aumentar a autonomia nas atividades do dia a dia e nos processos de ensino, aprendizagem, qualificação profissional e entretenimento das pessoas com deficiência visual, possibilitando maior acessibilidade digital e inclusão social. O projeto foi uma ideia do Google, que procurou a operadora através do Instituto Claro, focado em projetos de cunho social.  

O ecossistema Android, do Google, oferece opções de acessibilidade e possui soluções para atender pessoas com diversos tipos de limitações visuais, como Transcrição Instantânea, Amplificação de Som e Lookout (ferramenta que permite ter descrição de objetos ao redor por meio da câmera do celular). Junto com os celulares, os beneficiados também recebem um guia digital explicando todas as funcionalidades do aparelho e seus recursos de acessibilidade. 

Os chips também dão acesso ao WhatsApp sem desconto na franquia em todos os pacotes (exceto para acessar links) e pacotes Free Pass com apps de Mobilidade Urbana (WazeEasy Taxi e Cabify). As redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) estão disponíveis nos pacotes de 10GB. A Claro fornecerá também apoio logístico à distribuição dos chips e aparelhos. 

Uma das pessoas que receberam a doação, que está sendo realizada desde setembro, foi Regivaldo dos Santos, que antes dividia o uso de um aparelho com a esposa. “Desde então, ganhei autonomia em muitas tarefas do dia a dia. Consigo fazer ligações, conversar com amigos pelo WhatsApp, controlar minha conta bancária, ler livros, tudo pelo celular, utilizando ferramentas como o Assistente do Google e o Talk Back. Não preciso mais pedir ajuda para minha esposa ou meu filho para nada. Foi uma revolução extraordinária em minha vida.”, comenta Santos, que sofre de retinopatia diabética. 

 

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