Pesquisas2

Classes D e E impulsionam economia

Estudo analisou o tamanho e a taxa de crescimento da baixa renda em

sete cidades da América Latina, bem como o poder de compra do segmento na região.

A MasterCard Worldwide acaba de divulgar os resultados do estudo “Mercado de Crédito Popular nas Sete Principais Cidades da América Latina”, realizado em conjunto com a Universidade de Loughborough, do Reino Unido, que analisa o acesso ao crédito e os hábitos de consumo do segmento de baixa renda em Bogotá, Buenos Aires, Caracas, Cidade do México, São Paulo, Rio de Janeiro e Santiago.

A pesquisa foi conduzida pelos acadêmicos Peter Taylor, Ed Brown e Jon Cloke e teve como principais objetivos avaliar o crescimento da taxa de urbanização nessas cidades e sua correlação com aumento da população de baixa renda e o avanço dos serviços financeiros focados nesse público, além de estimar o poder de compra deste segmento e as mudanças em seus hábitos de consumo.

“Vivemos um momento histórico interessante na América Latina. A maior estabilidade econômica e política que essa região vem experimentando aumentou o poder de compra das classes D e E, colocando-as em uma posição de destaque na economia desses países”, afirma Jon Cloke.

Uma das principais conclusões do estudo é que o acesso do segmento de baixa renda ao crédito e a outros tipos de serviços financeiros é vital, não apenas como facilitador da compra de bens de consumo, mas principalmente para a viabilidade econômica dessas regiões.

“Com este estudo, temos uma visão mais clara de como o acesso ao crédito no segmento de baixa renda é fundamental para incentivar o crescimento da economia nos países em desenvolvimento, seja por meio do crédito pessoal ou do crédito corporativo, este último focado principalmente nas pequenas e médias empresas”, afirma Max Chion, vice-presidente sênior de Produtos da MasterCard para a América Latina e Caribe.

O contraste entre as várias cidades também é retratado pelo estudo. Um exemplo disso são os baixos níveis de bancarização em capitais como a Cidade do México, onde apenas 50% da população tem acesso a serviços financeiros básicos. Além disso, em 74% das cidades onde está concentrada 22% da população da região, não existem agências bancárias.

Já no Brasil, a realidade é bem diferente: por aqui, o que se vê é um crescimento contínuo da oferta de cartões de crédito, que passaram de 35 milhões em 2001 para 93 milhões em 2007, um aumento de 165%. “Este crescimento se deve à estabilidade econômica que o país vive desde a década de 90, com a chegada do Real e o controle da inflação”, explica Jon Cloke.

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