Estudo global do Gartner revela que 39% dos profissionais de TI acreditam que orçamento em computação em nuvem é essencial.
De acordo com pesquisa global do Gartner, 10,2% dos serviços de computação em nuvem (cloud computing) consumidos por prestadores externos de serviços (ESPs) são gastos com serviços externos de TI.
No segundo trimestre do ano, o instituto entrevistou 1,587 profissionais de TI de 40 países para entender tendências gerais do gasto com TI e em iniciativas pontuais, como computação em nuvem.
“Este mercado está evoluindo muito rápido, com 39% dos respondentes indicando que atribuíram o orçamento em cloud computing como sendo essencial”, disse Bob Igou, diretor de pesquisa do Gartner. “Um terço dos gastos na nuvem é a continuação do orçamento anterior, um outro é o gasto de incremento do orçamento, e 14% foi desviado de umas outra categoria”.
46% dos entrevistados com o orçamento alocados em cloud computing indicaram que planejam usar serviços em nuvem de provedores externos. Analistas do instituto afirmaram que há uma mudança na direção da abordagem “utilidade” para os serviços não essenciais e o aumento do investimento em funcionalidades básicas, muitas vezes alinhado com a diferenciação competitiva.
Já 43% dos profissionais esperam um crescimento no gasto em implantações em nuvem privada e 32% vão investir mais no uso externo e/ ou público.
“No geral, estas são as tendências de investimento saudável para cloud computing. Esta é mais uma tendência que indica uma mudança nos gastos dos ativos de TI tradicional”, salientou Igou. Para ele, isso é bom para os provedores de serviços que tenham serviços profissionais orientados para implementação de ambientes de nuvens e as que prestam serviços em nuvem. E uma má notícia para os fornecedores de tecnologia de TI e empresas de serviços que não estão investindo e se preparando para oferecer esses novos serviços ver aumento da demanda dos compradores.
Em termos regionais, a EMEA (Ásia / Pacífico, Europa, Oriente Médio e África) e a América do Norte gastaram entre 40 e 50%. A América Latina foi a exceção, com uma parcela maior do orçamento, nomeadamente a ser gasto no desenvolvimento e implementação de ambientes de cloud privado e público, refletindo a necessidade de atender às relações comerciais estreitas e interações high-touch que são características da cultura latina.

