A CNH e a TIM anunciaram projeto avaliado em cerca de R$ 77 milhões para ampliar a conectividade em áreas rurais de Minas Gerais. A iniciativa prevê a implantação de 97 novas torres de telecomunicações por meio do programa estadual Alô Minas III, iniciativa voltada à expansão da cobertura móvel em regiões de baixa densidade populacional.
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Com prazo estimado de implantação de até 18 meses, o plano prevê a conexão de aproximadamente 1,5 milhão de hectares no estado, beneficiando mais de 200 mil pessoas que vivem em áreas rurais atualmente sem cobertura adequada de internet móvel. O projeto também deve impactar cerca de 11 mil propriedades rurais, além de 47 escolas e 11 unidades básicas de saúde localizadas nas regiões atendidas.
O programa Alô Minas III é uma iniciativa do Governo de Minas Gerais, regulamentada pelo Decreto nº 49.165/2026, que utiliza créditos acumulados de ICMS para incentivar a expansão da cobertura de telefonia celular e internet móvel 4G ou superior em áreas rurais e localidades de menor densidade populacional.
Nesta terceira fase, o governo estadual destinou R$ 100 milhões para instalação de Estações Rádio Base (ERBs). Do total, a TIM ficou com R$ 77,26 milhões, enquanto a Vivo receberá R$ 19,64 milhões e a Algar Telecom contará com R$ 3,09 milhões, segundo dados da Secretaria da Fazenda de Minas Gerais.
O programa também definiu metas iniciais para implantação de 14 ERBs prioritárias, sendo dez sob responsabilidade da TIM, três da Vivo e uma da Algar Telecom.
Segundo as empresas, a proposta é ampliar o acesso à conectividade no campo para permitir o uso de tecnologias agrícolas conectadas, melhorar a produtividade das operações rurais e expandir o acesso digital para comunidades do entorno.
A iniciativa amplia a parceria entre CNH e TIM em projetos de conectividade voltados ao agronegócio. As empresas já atuaram juntas no projeto Fazenda Conectada Case IH, em Água Boa (MT), experiência que utilizou máquinas conectadas e soluções digitais para aumentar produtividade, reduzir custos operacionais e diminuir impactos ambientais nas operações agrícolas.
No caso das máquinas conectadas, os dados gerados em campo também são utilizados pelas salas de monitoramento da Case IH e da New Holland. Equipes de especialistas acompanham remotamente o desempenho dos equipamentos para apoiar concessionários e desenvolver projetos voltados ao aumento da disponibilidade operacional das máquinas.
Além das aplicações no campo, as empresas afirmam que a expansão da infraestrutura poderá levar internet de alta qualidade para serviços públicos em áreas rurais, como escolas e unidades de saúde, além de ampliar as possibilidades de comunicação e acesso a serviços digitais para moradores dessas regiões.
“A conectividade é um fator-chave para a evolução das áreas rurais, permitindo maior eficiência, sustentabilidade e tomada de decisão baseada em dados”, afirmou Rafael Miotto.
Já Alberto Griselli destacou que a digitalização do agronegócio contribui para aumentar produtividade, eficiência e desenvolvimento regional, além de ampliar o acesso da população rural a educação, saúde e comunicação digital.
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