Virtualização de servidores, de sistemas de armazenamento e de redes, serão os diferenciais explorados pela fabricante com os equipamentos da linha 3Com.
Mas, até a autorização para finalizar a compra, esperada para o primeiro semestre de 2010, pouco ou nada poderá ser feito.
A primeira mudança, ocorrida antes do anúncio da aquisição da 3Com pela HP por US$ 2,7 bilhões, em 12 de novembro, foi a inclusão dos negócios de rede na unidade ESS – Enterprise Storage and Servers, dirigida no Brasil por Denoel Eller.
“Essa foi uma mudança mundial, feita em outubro, ao final do nosso ano fiscal, e também foi quando passamos a oferecer os equipamentos Procurve no Brasil”, diz Eller.
Segundo ele, antes do anúncio da aquisição, a HP já ocupava a segunda colocação no mercado mundial de redes, distribuído entre Cisco, HP, Brocade e 3Com. A diferença, no entanto, é que a empresa não possui forte participação em dispositivos para o núcleo (core) das redes, tendo presença significativa em equipamentos de acesso.
Sem dar detalhes sobre como a HP pretende incorporar a operação comercial e os produtos 3Com, o executivo esclarece que o foco da companhia é liderar o mercado de soluções para cloud computing em data centers e promover a oferta de serviços em nuvem.
Ele cita como exemplo a Locaweb, cliente HP na área de servidores e vem desenvolvendo uma forte oferta de serviços de processamento e armazenamento remotos. “O data center hoje é um conjunto de soluções dedicadas. A HP propõe que passe a ser um conjunto de shared services, ou seja, de serviços compartilhados”, explica.
A estratégia privilegia a simplificação da infraestrutura de TI e comunicação das corporações, com a virtualização de servidores, dos sistemas de armazenamento e também da rede de comunicação. “Lançamos a virtualização de storage e agora estamos apresentando ao mercado a virtualização de rede”, afirma Eller.
O HP Virtual Connect, segundo ele, é uma solução composta por hardware (placa de rede), software de gerenciamento e software de serviço, que otimiza a rede composta por servidores virtualizados.
“As empresas virtualizam servidores, mas são obrigadas a manter uma porta de rede para cada máquina, ao passo que com esta solução conseguimos reduzir também o número de portas, otimizando cabeamento e toda a infraestrutura”, explica Jorge Brasil, gerente de vendas de servidores de missão crítica.

