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Com o aporte da Embraer, Tempest quer contratar 700 novos colaboradores em cerca de oito anos

A gigante de aviação Embraer adquiriu mais de 50% do capital da Tempest Security Intelligence, uma empresa de cibersegurança brasileira, fundada há cerca de 20 anos, no Cesar, em Recife (PE). O negócio vai permitir que a companhia faça novos investimento em tecnologia, contratação de pessoal e na expansão das instalações, hoje presentes em São Paulo, Recife e em Londres, no Reino Unido.

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Cristiano Lincoln, CEO da Tempest, não revela os valores envolvidos no negócio, mas diz que o momento é oportuno para se investir em cibersegurança, tendo em vista a aceleração do processo de digitalização dos negócios e o consequente aumento dos riscos.

Para se ter uma ideia do potencial, a Tempest planeja saltar de uma receita de R$ 120 milhões para R$ 1 bilhão em oito anos. O plano, de acordo com Lincoln, é chegar a R$ 500 milhões em quatro a cinco anos.

Para suportar a expansão, a empresa planeja aumentar o quadro de colaboradores dos atuais 300 para 1000 profissionais, e já definiu um pano de retenção de talentos, prevendo a escassez de mão-de-obra provocada pela aceleração da transformação digital.

Com cerca de 300 clientes, concentrados principalmente no setor financeiro, governo e no segmento de e-commerce, a Tempest também vê a oportunidade de ingressar em novos mercados pelos braços da Embraer. São eles: indústria aeroespacial; infraestrutura crítica (como energia nuclear); e defesa nacional (forças armadas, controle de fronteira, etc.). “Estes são mercados naturais da Embraer e que agora se abrem para a Tempest”, diz Lincoln.

Segundo ele, a participação da Embraer também deve alavancar o processo de internacionalização da companhia, que vai se manter independente, com conselho de administração e diretores próprios. “Queremos ser a maior e mais forte empresa de cibersegurança do Brasil, mas também vamos atuar no mercado global”, completa o executivo.

A Tempest atua na oferta de serviços de consultoria, integração e suporte em cibersegurança, com a integração de ferramentas desenvolvidas por grandes fornecedores internacionais e também com desenvolvimentos próprios. Um dos produtos citados por Lincoln é o AllowMe, que está inserido em aplicativos dos bancos tradicionais e digitais e presente em mais de 30 milhões de smartphones no país, segundo ele.

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