A empresa comemora a retomada de sua posição entre as líderes no segmento de máquinas-ferramenta do país.
Mais que o ingresso no seleto grupo de empresas brasileiras centenárias, a Nardini comemora a retomada de sua posição entre as líderes no segmento de máquinas-ferramenta do País. Atualmente a empresa é presidida por Renato Franchi, que assumiu a direção da companhia em abril de 1997, após um período de dificuldades que levou a Nardini a fechar suas portas por seis meses. Jovem e talentoso empresário do ramo de máquinas, Renato Franchi conseguiu aos poucos negociar as dívidas e colocar o parque industrial para funcionar novamente, fazendo a gigante Nardini reviver.
O choque de gestão implementado por Renato Franchi foi conduzido por ações fortes e consistentes, sempre direcionadas à renovação técnica e administrativa. Efeito dessas ações, o programa de produção sofreu significativa ampliação entre 1998 e 2000, com o lançamento e a nacionalização de vários produtos. Investimentos estratégicos também foram direcionados por Franchi ao suporte tecnológico de setores como engenharia, planejamento, processos, compras e administração de contratos, visando otimizar a produtividade entre as áreas técnico-administrativas.
Franchi também reconheceu o bom momento e decidiu expandir as atividades para outro setor. Assim, em 2007, a Nardini adquiriu a Sandretto do Brasil, filial brasileira de uma empresa italiana do segmento de plásticos, e passou a produzir também máquinas injetoras de termoplásticos de alta tecnologia.
De 2006 para 2007, a empresa conseguiu um crescimento de 24%. Para 2008, a expectativa é crescer 30% e chegar aos R$ 300 milhões de faturamento, apostando no incremento de toda linha, principalmente no que se refere a máquinas pesadas para os setores sucro-alcooleiro e de prospecção de petróleo. Para isso, até 2010, a Nardini estima um investimento de aproximadamente R$ 200 milhões, que serão destinados à modernização do parque fabril, já em andamento.

