Data Center

Com foco em eficiência, Nokia lança solução PON para gerenciamento de data centers

A Nokia decidiu avançar sobre um dos pontos mais críticos da infraestrutura de data centers: o gerenciamento out-of-band (OOBM). Ao lançar o Aurelis baseado em tecnologia PON (Passive Optical Network), a empresa não apenas amplia seu portfólio, mas sinaliza uma mudança relevante na forma como esses ambientes serão projetados e operados nos próximos anos.

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O OOBM é a camada responsável por garantir controle seguro e contínuo da infraestrutura, mesmo em cenários de falha. Em um contexto de crescimento acelerado de workloads de nuvem e, principalmente, de inteligência artificial, essa camada deixa de ser apenas suporte e passa a ser estratégica para garantir disponibilidade e resiliência.

O problema é que o modelo tradicional não acompanhou essa evolução. Arquiteturas baseadas em switches dedicados por rack aumentam exponencialmente a complexidade, o consumo de energia e a ocupação física à medida que os data centers escalam. É justamente nesse ponto que a proposta da Nokia ganha relevância.

Ao substituir grande parte dessa infraestrutura por uma arquitetura óptica ponto-multiponto baseada em PON, o Aurelis propõe uma simplificação estrutural: menos equipamentos ativos, menor consumo energético e redução significativa da necessidade de intervenção operacional. Na prática, isso significa até 90% menos switches, economia superior a 50% de energia e operações até 80% mais eficientes.

Mais do que ganhos incrementais, trata-se de um reposicionamento tecnológico. O uso de fibra com características passivas no gerenciamento out-of-band aproxima os data centers de modelos já consolidados em redes de acesso, trazendo para dentro dessas instalações atributos como escalabilidade, eficiência energética e menor custo total de propriedade.

Esse movimento também dialoga diretamente com as novas demandas do setor. Data centers que suportam IA operam com densidades muito mais altas, exigem maior previsibilidade operacional e enfrentam crescente pressão por sustentabilidade. Nesse cenário, reduzir consumo de energia e espaço não é apenas uma otimização – é um requisito de competitividade.

Além disso, a incorporação de automação, provisionamento zero touch e suporte a operações orientadas por IA reforça uma tendência clara: a transição para ambientes cada vez mais autônomos. A simplificação da camada de OOBM é um passo importante para viabilizar esse futuro, eliminando gargalos operacionais que hoje limitam a escala.

Ao levar o PON para dentro do data center, a Nokia também amplia o papel da fibra óptica além da conectividade tradicional, posicionando-a como elemento central na arquitetura de gestão. Isso pode influenciar fornecedores, operadores e até padrões de mercado, acelerando a adoção de modelos mais enxutos e sustentáveis.

Em um setor pressionado por crescimento acelerado e custos crescentes, a iniciativa da Nokia não é apenas mais um lançamento – é um indicativo de para onde a arquitetura de data centers está evoluindo.

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