Brasil Mais TI terá cursos de Inglês, Big Data e programação mobile em dispositivos e TV Digital.
O MCTI (Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação) divulgou nessa quinta-feira (12), uma nova etapa do plano Brasil Mais TI, que no primeiro ano certificou cerca de 100 mil jovens com cursos gratuitos online na área de Tecnologia da Informação.
Com um investimento entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões, o MCTI pretende dobrar o número de participantes certificados na área. “Nós entendemos que a coisa vai crescer muito, e vai duplicar em um ano, principalmente com as novas ideias colocadas. O sistema estimula o jovem a ter uma profissão em TI e a ganhar bem”, informou Marco Antonio Raupp, ministro do MCTI, e detalhou que desse total, cerca de R$ 8 milhões serão investidos pelo MEC – responsável pela certificação – e R$ 4 milhões pelo MCTI.
Na nova etapa, as iniciativas estão voltadas para redes sociais, vídeos e games. No Twitter haverá a divulgação de vagas; no blog, de conteúdo e o Facebook funcionará como uma ‘vitrine’ dos serviços disponíveis, e também haverá vídeos e games, como o ‘vida de TI’, que mostrará o dia a dia de um profissional da área. A iniciativa inclui testes vocacionais, e uma das opções “programa seu futuro” promete apoiar a escolha da área da tecnologia, de acordo com o ‘padrão’ de vida futuro que o profissional pretende ter.
Na ocasião, uma nova etapa de investimento foi divulgada para o projeto, com a disponibilidade de cursos gratuitos de inglês, desenvolvimento para Android e iOS, ERP e Big Data, que além de estar disponíveis no site, serão replicados para a TV Digital (Ginga) e dispositivos móveis (smartphones e tablets).
Demanda
Segundo Rafael Moreira, diretor de políticas em TIC do MCTI, a principal demanda é por cursos básicos, como elementos de programação e algoritmos, com 15% de share entre formandos. Entretanto, o cenário tende a mudar com a disponibilidade do inglês, oferecido pelo British Council (BC).
Embora não seja certificado, o curso promete apoiar estudantes com conteúdos básicos. “O conteúdo de 150 horas permite cumprir requisitos básicos do BC para certificados. Com o curso, o estudante consegue cumprir, aproximadamente a nota 4 (o mínimo é 7) para o IELTS. Ele tem uma lógica lúdica, diferente e que envolve games”, explica.
Entre os outros cursos disponíveis na plataforma, haverá o de banco de dados (estruturado e não estruturado), .NET, da Microsoft; de ERP, com diversos módulos da TOTVS; e de mobilidade, para programação em dispositivos móveis. Raupp acrescentou que as empresas desenvolvem os conteúdos que se adéquam as posições que elas têm para ofertar, “e por isso esse programa se torna tão atrativo, pois apóia a geração de novos empregos, com bons salários”.
Segundo Moreira, em outubro serão liberados os cursos da TOTVS e uma parte do .NET; em dezembro, o de mobilidade (Java para Android, linguagem objetive-C, para iOS), e o de inglês estará disponível em janeiro.
O diretor também ressalta que o curso de COBOL na plataforma é o único da A. Latina gratuito e em língua portuguesa. “É um curso de 360 horas, que tem despertado o interesse de profissionais em se qualificar, ou fazer um processo de reciclagem”, detalha.
Uma das estratégias do programa é acelerar a Pesquisa e Desenvolvimento no País. Na ocasião, Raupp anunciou acordo com a Microsoft, IBM e Intel para o desenvolvimento de três centros de P&D no Rio de Janeiro, até 2014. Mas, um quarto centro será divulgado na próxima semana (19 de setembro), e o ministro adiantou apenas que não será no Rio de Janeiro.
Gargalos
Além da falta de mão de obra qualificada do setor de TI, a busca por cursos na área liderou no Sudeste. Dos jovens que concluíram os cursos online no último ano, em média, 70% estão distribuídos em São Paulo (41,94%); Rio de Janeiro (14,50%) e Minas Gerais (12,89%), e segundo o Ministro, cabe ao MEC incentivar a participação de jovens de outros Estados.
“Nosso trabalho no MCTI não é educação, é inovação. O nosso foco é apoiar empresas. A indução aos programas educacionais, de qualquer nível, inclusive na área de TI – e em áreas que precisam ser desenvolvidas – é responsabilidade do MEC. Ele está fazendo isso com os cursos de formação profissional”, declarou Raupp.

