Setor sofre forte declínio da atividade nos 12 meses encerrados em março.
A redução do Produto Interno Bruto (PIB) em 0,2% no primeiro trimestre de 2015, e de 1,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, deverá impactar ainda mais o setor da construção civil, avalia o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). Entre os segmentos industriais, a construção civil apresentou redução de 2,9% em relação ao primeiro trimestre de 2014.
Estimativa do sindicato indica que o PIB da construção sofrerá queda de 5,5% para esse ano em relação a 2014. “E poderá ser ainda maior diante desse cenário”, lamenta o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.
O forte declínio da atividade da construção nos 12 meses encerrados em março deriva de uma “tempestade perfeita”: redução dos investimentos, inflação, elevação dos juros, aumento do desemprego, redução da renda, diminuição da demanda por imóveis, atrasos de pagamentos do governo pelas obras do PAC e do Minha Casa e crescente dificuldade de obtenção de crédito imobiliário. “No ajuste fiscal os investimentos do governo sofreram profundos cortes, o que fará cair ainda mais o volume de obras”, afirma Ferraz Neto.
O presidente do SindusCon-SP também manifestou preocupação com relação à nova queda da taxa de Formação Bruta de Capital Fixo anunciada pelo IBGE, de 1,3% em relação ao trimestre anterior e 7,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. “Esses números denotam que os investimentos seguem em deterioração, o que é muito prejudicial ao desempenho da construção. Basta lembrar que cerca da metade de todos eles passam por este setor.”

