A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) distribui gás natural canalizado para os segmentos residencial, comercial, industrial, automotivo, cogeração e termogeração. A empresa atende mais de 1,7 milhão de clientes em 88 cidades nas principais regiões do estado de São Paulo. Com uma grande base de clientes, a Comgás decidiu modernizar sua arquitetura tecnológica e levou toda sua infraestrutura para a nuvem, afastando-se dos servidores locais (on-premise).
CONTEÚDO RELACIONADO: Indústria de petróleo e gás adota software para gestão de EPIs
Esse novo ambiente construído é robusto para que a companhia consiga trabalhar mais e melhor com a grande quantidade de dados gerados nos negócios e, assim, ser mais eficiente nas tomadas de decisão e melhorar as entregas aos seus clientes. Segundo Thiago Rolemberg, chefe do Departamento de Dados e IA da empresa, a iniciativa teve como objetivo melhorar o volume de dados, o que poderia fortalecer a operação geral da concessionária. “Percebemos a possibilidade de extrair dados de forma mais eficiente usando IA e, dessa maneira, entender melhor nossos clientes para tomar decisões mais assertivas”, conta.
O primeiro passo dessa jornada de transformação foi a criação de um ambiente de dados em Microsoft. Em conjunto, as duas empresas implementaram uma moderna plataforma analítica no Microsoft Azure, incluindo serviços em nuvem que oferecem agilidade, flexibilidade e governança para o gerenciamento e análise dos dados da empresa.
Nuvem já permite iniciativas de IA
Desde a sua implantação, mais de 55 TB de dados foram processados, e a plataforma reúne agora 60% dos dados representativos da Comgás. Aproximadamente 30% da empresa já utiliza o ambiente. A expectativa é de que o número cresça para 55% até o final de 2024. “Como temos uma plataforma robusta e confiável, começamos a desenvolver algoritmos de IA e ganhamos muito em eficiência, governança de dados e volume”, comemora Rolemberg.
Em termos de custo, Lucio Oliveira, CIO da Comgás, avalia que a nuvem diminui a necessidade de renovação do parque tecnológico — que por si só já teria um alto investimento e, além disso, ainda teria prazo de validade – com a necessidade de uma equipe de profissionais responsáveis por manutenções periódicas (e caras). “Com a nuvem, tenho uma arquitetura sempre atualizada, e a capacidade de segurança para proteger minha infraestrutura também é alta”, observa.
Outro benefício foi a adesão ao Power BI, que homogeneizou a apresentação de dados divulgados pelas equipes da empresa, que trabalham apenas com relatórios aprovados. Isso fez com que o processo de extração de dados que, originalmente, levava entre 8 e 15 dias fosse drasticamente reduzido e pudesse ser feito até em tempo real, dependendo da área envolvida.
Migração de datacenter para nuvem
Marcos Vinicius Cavalcante, head de Arquitetura Corporativa e Infraestrutura em Nuvem da Comgás, conta que o ambiente de dados foi o primeiro passo da empresa rumo à arquitetura em nuvem, seguido pela migração de todo seu data center em tempo recorde: apenas seis meses.
“Nossa plataforma de dados já estava sendo construída, mas modernizar todo o ambiente não era uma realidade”, diz Cavalcante. “Foi então que desenhamos um modelo operacional específico”, complementa. A Comgás optou por uma solução em ambiente Microsoft devido à proximidade entre as empresas, ao conhecimento mútuo entre as organizações, à familiaridade de sua equipe com as ferramentas e à solidez da plataforma. “É um ambiente muito mais moderno, robusto e escalável, que não nos limita a ter um teto de uso ou condição que atrapalha nossos negócios devido a necessidade de atualizações”, explica.
O foco da implementação foi a busca por um novo modelo operacional que desse à empresa novas possibilidades. Assim, a Comgás ganhou acesso a ferramentas como o Azure Machine Learning, que acelera e gerencia ciclos de aprendizado de máquina na nuvem, e o Azure DevOps com serviços de desenvolvedor, onde as equipes podem planejar o trabalho, colaborar no desenvolvimento de código e implantar aplicativos.
“Chegamos ao ambiente de nuvem com uma gama de opções de produtos e serviços que não compramos, mas trabalhamos com planos de uso e consumo – e pagamos pelo que utilizamos “, pontua Cavalcante. “Nossa capacidade de processamento e disponibilidade se tornaram escaláveis e mais eficientes à medida que não temos mais recursos tecnológicos ociosos.”
Entre os próximos passos dessa transformação digital, a área de dados pretende trazer outras ferramentas para fomentar ainda mais a cultura orientada por dados. Enquanto isso, a área de infraestrutura está avaliando outros sistemas, alguns do core da Comgás, para trazer tudo para a nuvem. “Contamos sempre com a Microsoft para nos ajudar com esse treinamento, com capacitação contínua da equipe e isso vem acontecendo de forma muito satisfatória”, finalizou Oliveira.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e X (Twitter).

