e-Business

Comércio eletrônico cresce neste Natal, apesar da crise

Apesar da crise financeira mundial, que tem deixado muita gente com medo de pôr a mão no bolso na hora de comprar os presentes de Natal, existe um grupo de consumidores que movimenta um setor crescente, o comércio eletrônico.

Um levantamento realizado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) em novembro deste ano, junto a 1.100 consumidores no município de São Paulo, aponta que, do total dos entrevistados, 38% pretendem quitar as dívidas, outros 38% pouparão dinheiro e apenas 22% dos trabalhadores investirão em compras de Natal. Em contrapartida em 2007, as compras online atingiram R$ 6,3 bilhões no Brasil e, somente no primeiro semestre desse ano, faturou R$ 3,8 bilhões. É o que aponta pesquisa da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico.

Este cenário de gastar menos e poupar mais é resultado da cautela e da apreensão dos consumidores em relação aos impactos da situação na economia mundial. Mas, para João Paulo Campos Fetter, cidadão de Campinas, as compras de fim de ano não deverão ser afetadas pela crise. O microempresário comprou um televisor LCD de 26 polegadas por R$7,26 no portal eletrônico Olho no Lance.com.br. João deu vários lances no produto, que acabou saindo 99,6% mais barato que o valor praticado nas lojas – o mesmo modelo de televisor é encontrado por cerca de R$ 2 mil. "A televisão vai ficar no meu quarto, foi um presente de Natal antecipado que estou dando para mim mesmo", explica Fetter.

Em uma das datas mais aguardadas do ano, o comércio eletrônico nacional continuará aquecido. Segundo dados da consultoria e-bit, o varejo pela internet deverá faturar, somente com as vendas Natalinas efetuadas entre 15 de novembro a 24 de dezembro de 2008, aproximadamente R$ 1,5 bilhão, gerando um aumento de 25% em relação aos R$ 1 bilhão faturados no período em 2007. A comodidade, a variedade e a facilidade de comparar preços na internet estão entre os fatores que atraem, cada vez mais, consumidores a este tipo de mercado. Sem contar que, no Natal, as filas em shopping centers e estacionamentos lotados são desanimadores.

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