A operadora K2 Telecom, com forte operação junto aos provedores de internet na Região Sudeste com seus 18 mil quilômetros de fibra óptica, passou por grandes transformações ao longo dos últimos cinco anos. Ainda em 2019, a empresa investiu em DWDM em toda a sua rede já prevendo a demanda crescente por tráfego de dados, que superou qualquer expectativa com a implementação das restrições de circulação por conta da pandemia de covid-19.
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Mas um problema foi ainda maior para a K2 do que suprir a demanda do home office: o início de incessantes ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS). No primeiro quadrimestre de 2020, a K2 foi bombardeada com recorrentes ataques, o que diminuiu a qualidade do serviço oferecido aos seus clientes, a maioria sendo provedores de internet.
Como contou Welington Correa, diretor comercial da K2 Telecom, no webinar “Mitigando os Ataques de Negação de Serviços (DDOS) nas Redes de Telecom”, realizado hoje (3/10) pelo Portal IPNews, a situação era crítica. Os ISPs cobravam da K2 que esse tráfego malicioso fosse filtrado na borda da rede, mas soluções de mitigação não resolviam o problema como um todo.
“Nós usávamos ferramentas que faziam mitigação em nuvem, mas esse tipo de modelo causa efeitos colaterais”, explica Correa. Se de um lado ele consegue ajustar o tráfego para não afetar os clientes de um provedor especializado em ofertas para gamers, aplicações corporativas de outro ISP que atende o B2B acabavam sofrendo com muita latência. “É como se gerasse um ataque DDoS interno”, completa.
Tecnologia de IA da Nokia solucionou problema
O problema só foi ser resolvido quando o CTO da K2, Leandro Garcia, acabou conhecendo a solução Deepfield da Nokia, em um evento em Las Vegas, nos Estados Unidos. Correa explica que o software analisa dados usando inteligência artificial (IA) para entender e identificar anomalias no tráfego. Ao perceber que determinada origem é maliciosa, ele consegue barrar o ataque DDoS automaticamente nos roteadores.
Esse processo é transparente para o cliente da K2. “O feedback é muito positivo. Às vezes os clientes não sabem que estão sob ataque porque não há oscilação da qualidade da rede. Dessa forma, nem recebemos queixas”, completa Correa.
Para medir o sucesso da Deepfield, o diretor comercial comenta que entre abril e maio, recebeu mais de 6,9 mil ataques DDoS, sendo que apenas 11 não foram barrados pela ferramenta, que não conseguiu identificar que eram maliciosos. Por ser um número pequeno, o próprio SOC da K2 conseguiu resolver sozinho.
Agora, a K2 Telecom pensa em vender a solução como serviço para outras empresas, algo que deve ser lançado no Futurecom 2024, que começa na próxima semana, em São Paulo.

