*por Rudney Benacci
Dados são componentes vitais para o dia a dia de uma organização, as estratégias do negócio e melhores tomadas de decisões. O que me chama a atenção é ver que ainda existem muitas organizações que não se preocupam como deveriam com o tema “armazenamento adequado das informações”, ainda que esse seja o primeiro passo para garantir a proteção dessas preciosidades. Algumas companhias, na tentativa de se proteger, cometem o erro comum de depender exclusivamente do hardware, que é passível de falhas.
Se a sua organização se encaixa neste perfil, sugiro considerar definir uma política de armazenamento de dados o quanto antes, considerando, pelo menos, esses três fatores:
1. Tipo de armazenamento
Minha recomendação é simples: Se você tiver um provisionamento que se encaixa bem em um modelo de armazenamento de objetos, como imagens digitalizadas, considere, por exemplo, a opção de nuvem. Agora, caso você precise armazenar dados em um sistema de arquivos para acessar aleatoriamente subconjuntos desses dados programaticamente, o armazenamento em blocos de alta performance é uma opção melhor.
2. Cópias redundantes
Os esforços para garantir operações contínuas incluem cópias redundantes de aplicativos, sistemas de TI e infraestrutura de data center nos quais ele é executado, backups a quente (com operações acontecendo em tempo real), ambientes de homologação e produção duplicados para testes completos e outras medidas de proteção. Dessa forma, uma das etapas da política de armazenamento de dados é definir quantas cópias redundantes faz sentido dentro das estratégias do seu negócio.
3. Snapshots
Os snapshots funcionam como um recurso para agilizar o processo de backup. Faz isso ao criar uma cópia em segundo plano, liberando os servidores para uso com mais rapidez, o que reduz de maneira significativa a ociosidade do ambiente. A recomendação é que o seu plano de armazenamento de dados preveja com que frequência criar snapshots e por quanto tempo retê-los.
O plano de armazenamento de dados pode e deve ser aplicado considerando todos os ambientes digitais de uma empresa, seja em nuvem ou em uma estrutura local de data center. É fundamental, porém, que todas as etapas desse projeto prevejam riscos e custos relacionados à toda organização, além do custo de armazenamento associado ao seu uso operacional.
Na estruturação deste plano, recomendo que os profissionais de TI tragam para a conversa os líderes de negócio e da área jurídica. A ideia dessa precaução é mitigar as vulnerabilidades, incluindo aquelas relacionadas a regulamentações, leis e normas vigentes.
Os impactos da perda de uma informação podem gerar prejuízos incalculáveis. Você não está disposto a correr esse risco, não é mesmo? *Rudney Benacci é gerente de Vendas e Alianças na MPE Soluções.
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