
Mais de 70% dos brasileiros utilizam serviços bancários digitais, e o aumento da digitalização tem ligação direta com o avanço tecnológico e as intensas transformações dos bancos, que cada vez mais têm migrado para o espaço online.
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De acordo com o Banco Central do Brasil, mais de 80% do total das operações bancárias foram realizadas via formato digital em 2023. O dado representa um salto, em comparação com os 54% registrados em 2014, nove anos antes.
Fintechs e bancos digitais crescem
Nubank, C6 Bank e Inter. É muito possível que você já tenha ouvido falar de um destes três bancos 100% digitais ou outros do mesmo ramo, que tem crescido de representatividade no mercado.
O Nubank, por exemplo, se tornou o maior banco digital da América Latina ao somar mais de 80 milhões de usuários apenas no Brasil.
O avanço do banco digital tem pressionado instituições tradicionais a acelerar seus processos de transformação digital, além de impulsionar a criação de mais fintechs, que são empresas ou startups que utilizam tecnologia avançada para oferecer serviços financeiros 100% digitalmente.
A força do Nubank é tamanha que, em 2026, o banco firmou um contrato para assumir os naming rights do estádio do Palmeiras, o Allianz Parque – uma das maiores arenas multiúso do mundo –, em acordo que gira em torno de R$ 50 milhões anuais.
Pix e pagamentos digitais
Criado pelo Banco Central do Brasil em 2020, o Pix permite realizar transferências e pagamentos em tempo real, 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive em feriados. Desde a implementação, o sistema transformou o comportamento financeiro dos brasileiros, tornando as transações mais rápidas, acessíveis e seguras, além de reduzir o uso de dinheiro em espécie e os gastos com tarifas.
O Pix, inclusive, é tratado por especialistas da área como uma revolução digital a nível mundial.
O sistema de pagamento, em 2024, contava com cerca de 172,6 milhões de usuários cadastrados, segundo o Banco Central. Isso é o equivalente a, aproximadamente, 75% da população do país. Ao longo do mesmo ano, o sistema processou cerca de 57 bilhões de transações e movimentou quase US$ 3,8 trilhões.
Outras inovações também vêm ganhando espaço, como as carteiras digitais e os pagamentos por aproximação. As chamadas wallets, disponíveis em smartphones, permitem gerenciar recursos e realizar transações diretamente pelo celular, oferecendo mais praticidade e segurança no dia a dia dos usuários.
Full banking é tendência
Dentro do cenário de transformação digital, modelos como o full banking ganham espaço ao integrar múltiplos serviços em um mesmo ambiente, facilitando e otimizando a demanda dos usuários.
Grandes empresas tradicionais têm oferecido o serviço full banking digitalmente. Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander são alguns exemplos.
O modelo permite reunir serviços de conta corrente, crédito, seguros, investimentos, câmbios, pagamentos e mais. Outros protagonistas do mercado, como o Nubank, têm optado por essa transformação estratégica.
Inteligência artificial é a nova aposta
Bancos utilizam inteligência artificial há anos, mas o avanço exponencial da tecnologia tem aumentado ainda mais a frequência da implementação.
A assistente virtual Bia, do Santander, acumulou mais de 3 bilhões de interações e está ativa desde 2016. Com o avanço da IA, ela foi especializada para versões que usam a IA generativa para responder diretamente perguntas dos clientes, além de outra voltada para funcionários e mais uma que apoia times de tecnologia.
Atendimento ao cliente, apoio para a operação interna, investimentos e outras diversas áreas tendem a ser impactadas com cada vez mais frequência pelo advento da IA. (CONTEÚDO DE TERCEIROS)
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