
Em 2021, a Comissão Europeia definiu que a Indústria 5.0 tem como propósito habilitar uma economia que seja mais verde e que torne os negócios e a sociedade como um todo mais resilientes e que, adivinha! Sim, seja cada vez mais centrada nas pessoas.
*Por Francisco Massaro
Um novo ano acabou de começar e não tem como deixar de refletir sobre o que os próximos 12 meses nos reservam. Temos observado vários sinais de que 2024 será o ano da Indústria 5.0, em especial para o setor de A&B. A necessidade de negócios cada vez mais sustentáveis e resilientes, combinada com uma oferta exponencial de tecnologias digitais com alto potencial de valor, são alguns desses indicadores. Porém, o maior fator que mostra que a Indústria 5.0 é incontornável é a urgência de colocar o ser humano de volta no centro dessa grande transformação econômica e social que estamos vivendo.
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E é exatamente isso que não pode sair do nosso radar não apenas em 2024, mas sempre: as tecnologias só fazem sentido e geram valor se têm as pessoas como protagonistas. É colocando humanos no centro de tudo que a Ingredion, uma multinacional da área de soluções para Ingredientes, está se preparando para aproveitar não apenas o melhor da Indústria 5.0 no próximo ano, mas também as novas tecnologias e soluções que vão definir as próximas décadas.
No entanto, antes de contar como estamos fazendo isso, gostaria de falar um pouco sobre o conceito de Indústria 5.0. Em 2021, a Comissão Europeia definiu que a Indústria 5.0 tem como propósito habilitar uma economia que seja mais verde e que torne os negócios e a sociedade como um todo mais resilientes e que, adivinha! Sim, seja cada vez mais centrada nas pessoas. Ou seja, a leitura que fazemos do que o mercado precisa atualmente, é exatamente o que a Indústria 5.0 entrega. Isso ficou claro quando a pauta de resiliência e tecnologias centradas no ser humano foi destaque nas discussões de Davos que aconteceram no início de 2024.
É assim que, como Head de Transformação Digital da Ingredion na América do Sul tenho como desafio desmistificar e materializar inovação, que pode facilmente se transformar em um conceito etéreo, para colaboradores de todas as áreas da empresa. Mostrar que inovação não é um bicho de sete cabeças, mas sim um processo feito por pessoas para outras pessoas, é a maneira mais fácil de empresas (não apenas de A&B, mas de qualquer setor) prepararem seus times para o futuro.
Na Ingredion, o processo de centralizar a transformação digital nas pessoas começou com a capacitação de colaboradores de todas as áreas da empresa, tanto no Brasil quanto na Colômbia, para formá-los como líderes e evangelistas da Indústria 5.0 e da cultura digital na empresa. É um trabalho de formiguinha, mas a ideia é que cada área, em cada planta ou escritório, conte com pelo menos uma pessoa que sempre vai trazer o ponto de vista da inovação digital para projetos, discussões e para o dia a dia do trabalho.
Na ativa desde março de 2023, nossos líderes de cultura digital já conseguiram mexer o ponteiro. A maioria das principais iniciativas regionais de inovação digital da Ingredion são lideradas por integrantes do grupo e resultaram em melhoras na entrega e no relacionamento com clientes e na experiência de colaboradores, simplificando seu cotidiano. Essas iniciativas têm tornado a empresa ainda mais automatizada e orientada a dados, e tem promovido um uso estratégico de tecnologias emergentes como a Internet das Coisas (“IoT”) e a Inteligência Artificial.
É verdade que a Ingredion tem como posicionamento de marca Be What´s Next (ser o que vem a seguir), o que torna iniciativas como a dos líderes de cultura digital algo orgânico, que cresce em um ecossistema que propicia bons resultados. No entanto, qualquer empresa que queira se manter competitiva e relevante nos próximos anos precisa ver a inovação como uma aliada e não como uma inimiga. Não há caminho mais fácil para isso do que colocando as pessoas no core da transformação digital. *Francisco Massaro é head de Transformação Digital da Ingredion na América do Sul.
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