Estudo da F5 mostra que dificuldade de limitar o espalhamento de apps em ambientes multicloud é o principal desafio
A F5, provedora de soluções de segurança cibernética, anunciou os resultados do novo relatório State of Application Strategy. O levantamento, realizado no segundo semestre de 2022 com CEOs e CISOs, aponta que os gestores estão enfrentando desafios em controle de dados, segurança e redução de custos. Isso levou 43% dos entrevistados a afirmarem ter repatriado aplicações no ano passado para o data center on-premise.
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Uma das principais razões para isso era limitar o espalhamento de apps em ambientes multicloud, notoriamente difíceis de serem administrados. O desafio tem fortalecido o modelo de nuvem privada ou on-premise. No estudo SOAS 2018, 74% dos entrevistados planejavam implementar metade de suas aplicações na nuvem pública. Em 2022/2023, as organizações estão implementando, em média, apenas 15% de seus sistemas na nuvem pública.
Isso é relevante porque 85% dos entrevistados têm a missão de gerenciar e proteger aplicações modernas e tradicionais rodando em ambientes variados, incluindo implementações on-premises, no Edge Computing e em nuvens públicas como Microsoft Azure, Google, AWS.
Mais de 20% dos entrevistados rodam aplicações e APIs em seis ambientes diferentes. Essa tendência explica que o uso de APIs Gateways – soluções que fazem a gestão do acesso do desenvolvedor à APIs em ambiente multi-cloud – tenha passado de 35% para 78%. Um salto semelhante foi observado no uso de WAFs (Web Application Firewalls): entre 2021 e 2022, o uso desta tecnologia avançou de 66% para 82%.
Vulnerabilidade da cadeia de software
Uma das descobertas mais impactantes do estudo SOAS 2023 diz respeito à vulnerabilidade do modelo de Software Supply Chain (Cadeia de fornecimento de software). Numa resposta de múltipla escolha, revela-se que 82% dos entrevistados ou já estão adotando ou preparam-se para adotar práticas que promovam o conceito de Secure Software Development Lifecycle (SDLC – Ciclo de vida de desenvolvimento de software seguro).
Para atingir estas metas, 45% implementaram o ciclo contínuo de auditoria. Além disso, 36% estão construindo uma prática DevSecOps, enquanto outros 38% estão treinando seus desenvolvedores nas melhores práticas de desenvolvimento de código seguro. O estudo revela, ainda, que as verticais de finanças e de saúde estão à frente nesta evolução.
A F5 destaca o fato de que 18% dos entrevistados disseram não lidarem com os riscos de um ciclo de desenvolvimento de software não alinhado às melhores práticas de segurança. Essa realidade, no entanto, está mudando. Segundo a empresa, há uma tendência de os times de desenvolvimento e de cyber security trabalharem juntos em prol do desenvolvimento de uma aplicação que seja segura desde o código. Isso é crítico para se proteger os processos de negócios”.
O relatório foi baseado em entrevistas com 1000 profissionais, de CEOs e CISOs a líderes de negócios que compreendem o papel crítico das aplicações em seus processos. Cerca de 90 profissionais do Brasil e da América Latina contribuíram com suas visões para este estudo.
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