Em mais uma iniciativa para oferecer ao mercado não só as melhores soluções, como também agregar serviços gerenciados inovadores a elas, a NTT Ltd., provedora de serviços de tecnologia, comemora o rápido crescimento do serviço Hybrid Migration Assessment (HMA). A oferta, lançada no início de novembro, visa facilitar, agilizar e trazer mais transparência à migração das empresas para a nuvem, mitigando erros que possam acarretar problemas de performance e altos custos. Nesta entrevista, Augusto Panachão, VP de soluções e tecnologia da NTT Ltd. no Brasil, apresenta os motivos que levaram a empresa a compor a oferta e relata o rápido avanço dos contratos.
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Ainda há demanda para serviços como o Hybrid Migration Assessment? As empresas ainda não dominam o processo de migração para nuvem?
Por incrível que pareça, a gente fica espantado com tanta coisa bacana que temos a fazer. A onda está subindo. O uso está maior em infraestrutura de cloud. No mundo todo, a NTT tem equipes trabalhando com cloud. Em um estudo, vimos que as empresas que já foram querem mais e aquelas que ainda não foram querem ir um pouco. Cada vez mais as organizações percebem as vantagens da nuvem. O Hybrid Migration Assessment faz entrevistas, roda uma ferramenta para analisar a infraestrutura e, posteriormente, ajudar o cliente a definir o que vai levar pra nuvem e em que momento. Por que levar a aplicação “a” e não a “b’? Para qual nuvem? Que tipo de nuvem? Acabamos de lançar ao HMA e já temos muita demanda. Este foi um dos produtos que teve adesão mais rápida. E tínhamos a mesma sensação de que você, de que estávamos atrasados.
O que as empresas levaram para nuvem até agora?
As aplicações web já estão na nuvem há um tempo. Os cloud native, como o Nubank, já são 100% nuvem. As aplicações mais novas já vêm prontas para nuvem. O mundo de desenvolvimento de software já está na nuvem. Salesforce, Oracle, SAP. Hoje vemos que é só uma questão de adaptação para nuvem. Mas as equipes de aplicações têm energia finita, estão escolhendo qual aplicação levar para nuvem. E aí entramos nós com o HMA.
Mitigação de erro, desempenho e custo. De que forma você grande que este serviço foca estes três itens?
Fazemos um Raio-X do ambiente e informamos que uma migração simples, sem nenhuma alteração, aumenta o custo na nuvem. Quando fazemos o designe de nuvem, ajudamos o cliente a reduzir o custo. Em se falando de performance, o cardápio das grandes nuvens hoje é imenso, entrega muita opção. No HMA, informamos a performance necessária para cada aplicação. Usamos uma ferramenta que roda o inventário do cliente para dizer exatamente qual é o tamanho da nuvem que ele precisa. E na parte de erro, temos uma metodologia que copia padrões globais para minimizar erros na migração.
Esta metodologia é padrão para todos os clientes ou este serviço é customizado para cada demanda?
Ele é estruturado para que a gente parta sempre do mesmo lugar. No final, o estudo pega as particularidades do cliente e cada resultado é diferente de um para outro. Afinal, você terá que listar as aplicações que o cliente possui e junto com ele, por alguns critérios, definir o que deve ou não levar para nuvem. Tem coisa que você não precisa levar para nuvem. Por isto que é hybrid. O mundo não é necessariamente 100% nuvem. Temos parte de um framework igual, uma organização do trabalho igual, mas, ao final, o report é diferente e de acordo com o que o cliente tem rodando e as necessidade de negócio dele.
A equipe que presta este serviço é fixa? Quantos profissionais você tem envolvidos com esta oferta?
O nosso time de cloud está crescendo muito. Estamos perto de 15 pessoas para fazer serviços semelhantes a estes. Eles não são dedicados, mas até o começo do ano passado eu tinha zero funcionários fazendo isto. Esta foi uma das áreas em que apostamos, e bombou. E é difícil achar profissionais especializados no mercado.
Vocês já têm clientes para esta oferta?
Vendemos para alguns segmentos. Vendemos para uma empresa global japonesa que está instalada aqui, para manufatura, para o setor de saúde. Já vendemos, em poucos meses, quase 10 projetos. Neste jogo do hybrid cloud, a NTT conhece muito de infraestrutura de cloud privada – servidor, storage, rede, este mundo de montar data center – e, recentemente, nos especializamos em infraestrutura de cloud pública. Vemos que no Brasil há várias empresas de nicho de cloud pública e outras dezenas focadas em cloud privada. A NTT hoje no Brasil tem tamanho e time técnico, com quase 80 projetistas nas duas áreas. Eles não precisam brigar. Quando conversamos com o cliente, ele vai ter no report o que realmente gera benefício em um ambiente ou noutro. Chegamos ao ponto de informar o cliente a desligar aplicações. Resumindo, a gente não precisa puxar o negócio para um lado ou outro.
O cliente pode te contratar para o inventário e depois assumir a migração sozinho?
Ele pode comprar todos os pedacinhos ou o todo. A gente quer fazer com ele o cloud journey. Do diagnóstico até a migração das aplicações. Depois desta migração, o cliente pode nos contratar para operar o ambiente. O que eu vejo é que a cloud pública não é algo tão simples quanto parece. Para uma empresa operar o ambiente sozinha, é preciso investir no treinamento e certificação de profissionais. É complicado manter um time de cloud. Requer especialização. Por isso, vemos muito interesse no outsourcing da operação também.
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