Segurança de Cloud e segurança de TI aparecem como prioridades de 38% dos entrevistados.
A IDC perguntou a tomadores de decisão de empresas de tecnologia latino-americanas, no estudo IDC Latin America IT Investment Trends 2023, quais itens farão parte de suas principais iniciativas de TI em 2023. Segurança de Cloud e segurança de TI aparecem como prioridades de 38% dos entrevistados, seguidos por serviços gerenciados (37%), mobilidade empresarial (32%), gerenciamento de TI (30%) e nuvem híbrida e infraestrutura de Cloud (20%).
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“A partir do estudo, fica claro que as iniciativas estratégicas de TI se concentram na evolução das aplicações de negócio e da infraestrutura para seguir avançando com segurança para a nuvem. As empresas demonstraram preocupações de investimentos tanto pragmáticos quanto digitais, buscando inteligência, maior gestão e governança”, conclui Luciano Saboia, diretor de Pesquisa e Consultoria de Telecomunicações da IDC Brasil.
Outro estudo que comprova o momento de protagonismo da nuvem é o IDC Predictions Brazil 2023, que trouxe, entre as dez tendências do mercado brasileiro de TI e Telecom para 2023, a previsão de que os aspectos de governança e gestão dos ambientes de Cloud direcionarão as tomadas de decisão nas empresas.
“Maior ênfase na otimização e redução dos custos de nuvem por meio de automação e avanço do FinOps devem estimular os investimentos em provedores de serviços gerenciados. Além disso, a TI terá de priorizar estratégias que simplifiquem a gestão e a conectividade com a nuvem, tornando os ambientes híbridos e Multicloud mais eficientes”, conta Saboia.
Em nível global, o estudo IDC Worldwide ICT Spending Industry and Company Size 2022 mostra que todos os mercados relacionados à infraestrutura de TI vão continuar se expandindo nos próximos anos, mas a nuvem pública vai crescer com maior velocidade e aumentar o share em relação aos demais.
“Existem oportunidades e espaço de crescimento para todas as infraestruturas de TI, seja de forma tradicional, modelos privados, públicos e híbridos. Porém, é evidente que nenhuma tecnologia de infraestrutura cresce na mesma velocidade da nuvem pública, que deve ter uma taxa de crescimento composta anual (CAGR) de 36,6% e movimentar US$ 6,3 bilhões até 2026”, prevê Saboia.
A IDC também acredita que a escassez global de desenvolvedores de software qualificados continua sendo um grande obstáculo para as empresas que buscam modernizar seus legados e atingir as metas de inovação digital. Por outro lado, as tecnologias Low-code e No-code aumentam a produtividade dos desenvolvedores profissionais e habilitam colaboradores fora da TI a criarem soluções digitais, mitigando assim os efeitos dessa escassez de mão de obra especializada.
“A IDC estima que o déficit de desenvolvedores profissionais deve alcançar a marca de 4 milhões em todo o mundo até 2025, enquanto a população de profissionais não-TI, que fazem uso de Low-code e No-code, está crescendo três vezes mais rapidamente que o número de desenvolvedores especializados”, diz o analista.
Luciano Ramos, Country Manager da IDC Brasil, ainda apresentou três aspectos para reflexão durante sua fala no encerramento do evento. O primeiro é que os ambientes de TI estão se tornando cada vez mais híbridos e distribuídos, passando a incorporar capacidades de nuvem – e, muitas vezes, múltiplas nuvens – para atender aos diferentes requisitos de cada workload.
O segundo é que um dos principais facilitadores da inovação digital é ter uma abordagem por software bem desenvolvida, e as plataformas Low-code e No-code passam a ser fundamentais, de modo a reduzir riscos e eliminar lacunas de conhecimento. Por fim, a modernização de aplicações já considera, em grande parte dos casos, a habilitação dos workloads para arquiteturas de Cloud, sendo um movimento importante para a evolução do consumo de nuvem de maneira verdadeiramente otimizada, com maior controle e capacidade de automação.
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