Solução de mensagens instantâneas da Nortel faz com que unidade de radiologia móvel do Centro Médico Baylor, em Dallas, realize com um funcionário o que antes era feito com dois. Principal desafio do projeto foi a encriptação das informações dos pacientes que iriam circular na rede wireless do hospital. Aumento de eficiência agrada médicos e pacientes.
Localizado em Dallas, no Texas, o Centro Médico e Universidade Baylor teve, apenas em 2007, quase 37.500 internações, mantendo uma média de ocupação de 73,5%. Ao todo a organização possui 1280 médicos credenciados, 185 residentes e 5225 funcionários. São seis edifícios interligados por passagens tanto sobre a terra quanto subterrâneas e 1002 leitos, entre os comuns e os de terapia intensiva.
Com uma estrutura desse tamanho e uma quantidade de pacientes tão elevada, um grande problema era enfrentado pelo departamento de radiologia: a realização dos chamados “exames móveis”, ou seja, as radiologias que são realizadas nos quartos dos pacientes com dificuldades ou impossibilidade de locomoção, como no caso dos internados nas UTIs do hospital. “Nestes casos, mandamos um técnico com nosso equipamento de radiologia móvel, que realiza o exame onde o paciente está”, explica Glenn Skinner, chefe do departamento de radiologia móvel do Baylor.
A realização das chapas em si é muito rápida, durando cerca de cinco minutos. O problema estava na locomoção do técnico pelo hospital. “Nosso especialista recebia um aviso no pager dizendo que tinha um exame para realizar. Então ele tinha que telefonar ou ir até a nossa central para pegar as informações sobre o paciente, como histórico médico e localização (quarto). Dado que a espera por um elevador aqui pode durar entre 15 e 20 minutos, e que temos uma média 30 pedidos de exames desse tipo por dia, é fácil imaginar quanto tempo era perdido com esse processo”, conta o especialista.
Para tentar tornar esse processo mais rápido, há cerca de um ano a organização resolveu adotar o Multimedia Communication Server 5100 uma plataforma da Nortel de comunicações unificadas que integra telefonia IP, conferência multimídia, mensagens instantâneas, presença e outras ferramentas de colaboração. Agora, através de terminais BlackBerry, os técnicos que realizam as radiografias “móveis” podem ser acionados em qualquer lugar do complexo hospitalar pela central de radiologia. Eles conseguem, através de mensagens, obter todos os dados dos pacientes como localização, condições de saúde e status (urgência do exame). “Dessa maneira os técnicos conseguem ir de paciente em paciente sem precisar voltar à central ou parar para fazer ligações telefônicas. Isso pode gerar uma economia de até 40 minutos por atendimento, ou uma hora e meia em uma manhã”, comemora Skinner.
Desafio
O principal desafio deste projeto estava ligado à segurança das informações que circulariam pela rede wireless do hospital. Em função da confidencialidade das informações dos pacientes, a organização não poderia se dar ao luxo de ter qualquer vazamento. “A multa pela quebra desta confidencialidade é de 50 mil dólares”, diz o especialista. Através do parceiro da Nortel para esse caso, a Xeta Technologies, foi desenvolvida uma encriptação que permitiu o atendimento do nível de segurança demandado pelo projeto. Além disso, foi desenvolvido uma funcionalidade que faz com que os BlackBerrys dos técnicos só funcionem dentro dos 120 acres ocupados pela organização. “Se algum funcionário sai desse perímetro com o equipamento, ele automaticamente fica inoperante”, explica Skinner.
Além do sistema da Nortel, a solução ainda é composta pela rede sem fio da Cisco, que já funciona há dez anos no hospital, e pelo sistema de visualização das radiografias, chamado PAC (Picture Archiving and Communications). Apesar de não citar investimentos, a organização afirma que eles foram basicamente para comprar os 13 BlackBerrys utilizados (a um custo de 499 dólares a unidade) e para contratar o integrador/desenvolvedor da encriptação.
Com a redução dramática do tempo de realização dos exames, o hospital conseguiu que um técnico por turno realizasse o serviço que antes era feito por dois. “Mas não se trata apenas da redução de custos. O que ganhamos em termos de satisfação dos médicos e dos pacientes nem dá para mensurar”, diz o chefe da radiologia. Agora o Centro Médico Baylor estuda a adoção do sistema em outros departamentos de seu complexo.

