Dispositivos

Comunicações unificadas serão impostas por consumidores

Para Pedro Bicudo, sócio da consultoria TGT, os CIOs serão cada vez mais demandados por seus usuários internos para integrarem aos negócios tecnologias voltadas para a convergência de dados e voz, como a integração telefone fixo-móvel e as mensagens unificadas. Segundo o especialista, este é o momento de se preparar internamente para isso.

A porta de entrada nas empresas para tecnologias voltadas para as comunicações unificadas será a demanda dos usuários finais. Essa é a opinião de Pedro Bicudo, sócio da consultoria TGT. “Cada vez mais o público interno das corporações tentará inserir em sua rotina de trabalho ferramentas que já usam em sua vida pessoal, como aconteceu com o Windows no passado”, avalia.

Como exemplo atual, o especialista cita os smartphones, que ganharam grande destaque no ano passado, principalmente após o aparecimento das coberturas 3G. “Os consumidores descobrem como usar e então trazem para a empresa onde trabalham. É uma pressão que vem de fora para dentro. Não é uma evolução planejada pela área de TI, ela vem do mercado”, diz Bicudo, para quem essa evolução deve se estabelecer nos próximos 18 meses.

É preciso estar preparado

Em função disso, o executivo acredita que este é o momento dos CIOs se prepararem para atender a essa demanda. “Cada vez mais os executivos demandam da área de TI este tipo de solução e a mesma percebe que precisa ter uma estrutura para isso. Por quanto tempo mais os responsáveis pela tecnologia nas empresas dirão para seus chefes que não dão suporte para o que eles estão precisando”, questiona o sócio da TGT.

A gestão de processos para a aplicação de novas tecnologias é uma estratégia que exige posicionamento do CIO. Mas como entender a convergência tecnológica? Como implantar essas inovações? A revisão dos processos, como os que envolvem Handheld e RFID, por exemplo, é indispensável, mas é preciso também se adaptar a elas. “Os resultados obtidos dessas soluções podem ser surpreendentes, porém, se não alterarmos os processos atuais, as empresas terão dificuldades em obter os resultados esperados”, afirma o consultor.

Bicudo explica que o primeiro passo é pensar na arquitetura de sistemas. “É preciso se fazer perguntas como: que tecnologias vamos usar e quando?”. Depois, é preciso ter um orçamento para a contratação de pessoas para o gerenciamento das novas aplicações. “Os equipamentos para a telefonia IP, por exemplo, não são como os convencionais, que precisam apenas ser ligados na tomada. Eles precisam de configuração, bem como todos os aplicativos que podem ser integrados a eles. O pessoal que dá suporte a essas novas soluções tem qualificação diferente da dos que tocavam os sistemas tradicionais”, comenta o executivo.

Pedro Bicudo cita ainda a necessidade de um estudo adequado de custo-benefício, já que os recursos para o projeto só serão liberados se o CIO conseguir explicar para a área de negócios que benefícios a empresa vai ter. Finalmente, o consultor cita as questões de segurança que precisam ser superadas: “muitos têm receio de disponibilizar tecnologias com as quais não se tem certeza total em relação à segurança. Por isso esse também é um item a ser bem estudado”.

Resumindo, as novas tecnologias e as adaptações que essas propõem ao mercado irão demandar uma gestão altamente qualificada. “O CIO deve estar preparado para alinhar uma comunicação, visando a mobilidade e a convergência. Ele precisará rever os contratos de serviço e a organização da área de TI para adaptar essas inovações”, conclui Bicudo.

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