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Comunidade irlandesa de negócios ficou mais forte

De acordo com a Experian, também a África do Sul vê falência de empresas cair 21% durante 2010. No Brasil, houve 22% menos falências no 3º trimestre ante o mesmo período em 2009.

 

A Experian publicou uma nova análise que mostra sinais de melhoria na comunidade de negócios da Irlanda durante o 3º trimestre. Desde o início de 2010, a proporção de empresas com ‘risco muito alto’ de falência nos próximos 12 meses caiu 5%. No mesmo período, o número de empresas de ‘risco alto’ também caiu 11%, enquanto houve um aumento de 15% nas empresas com ‘risco muito baixo’.

A taxa de falência de empresas irlandesas também melhorou durante o 3º trimestre. Um total de 386 empresas irlandesas faliu, taxa de 2,1 para cada mil empresas. Isso representou um aumento de apenas 1% na comparação anual, foi uma melhora nas mais de 400 falências que ocorreram tanto no 1º trimestre quanto no 2º trimestre de 2010. Os setores de indústria, construção, motores e transporte, que tiveram dificuldades nos estágios iniciais da recessão, estabilizaram-se, alguns com taxa de falência em queda. Não obstante, a análise da Experian mostra que a comunidade de negócios da Irlanda ainda está muito mais fraca que no começo de 2009.

Estas observações são baseadas no Indicador Experian de Saúde das Empresas, nova análise comparativa da força das populações de negócios no Brasil, na Dinamarca, Irlanda, Noruega, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.

No Reino Unido, a proporção de empresas de ‘risco muito alto’ caiu mais de 20% desde o início de 2010; 4% das empresas no país estavam com ‘risco muito alto’ de falência ao final do 3º trimestre, em comparação com os 6% registrados em janeiro de 2010. As falências de empresas do Reino Unido também continuaram em queda durante o 3º trimestre. Um total de 5.259 empresas, 2,7 em cada mil, faliram no 3º trimestre, 18% menos que no mesmo período em 2009. Os setores de bens e têxtil/vestuário tiveram a redução mais significativa em taxas de falência, queda de 38% e 46% ano contra ano no 3º trimestre.

A proporção de empresas de risco muito alto no Reino Unido é favorável em comparação a outros países cobertos pelo Indicador, incluindo os Estados Unidos, em que 12% das empresas tinham ‘risco muito alto’ ao final do 3º trimestre – aumento de 21% desde janeiro de 2010. Igualmente, na outra ponta do espectro, a porção de empresas de ‘risco muito baixo’ também cresceu (16%) durante os primeiros três trimestres de 2010.

Nos Estados Unidos, que tem de longe a maior população de negócios, houve 21.098 falências de empresas no último trimestre, número 3% mais baixo que no 3º trimestre de 2009. Esse dado foi liderado pelas melhorias nos setores financeiro e indústria, em que as liquidações de empresas caíram 33% e 27%, respectivamente.

Na região do norte da Europa, a proporção de empresas de ‘risco muito alto’ na Noruega aumentou 32% desde o início de 2010, quase o dobro do aumento na Dinamarca (18%). Um total de 15% das empresas dinamarquesas está atualmente com ‘risco muito alto’, em comparação com 10% das companhias norueguesas. A proporção de empresas com ‘risco muito baixo’ caiu 4% na Dinamarca desde o começo do ano, enquanto na Noruega o número cresceu 9%.

No 3º trimestre, 1.508 empresas dinamarquesas faliram, 18% mais que no mesmo período em 2009, com os setores de entretenimento, cultura e esporte tendo visto o maior aumento relativo. A taxa de falência na Dinamarca de 2,4 em cada mil empresas durante o 3º trimestre foi mais que duas vezes o número observado na Noruega, onde 1.108 empresas (1,2 em cada mil) faliram.

Falências caíram 14% na Noruega desde o início de 2010. Um aumento de 27% em insolvências ano contra ano entre empresas norueguesas de entretenimento, cultura e esporte foi mais que balanceado por uma queda de 75% nas falências nos setores de finanças e seguros. Taxas de falência também caíram mais de 30% nas empresas norueguesas de manufatura e construção.

Já na África do Sul, a população empresarial de ‘risco muito alto’ caiu 13% desde o começo do ano para 8% de todos os negócios e as falências caíram 21% na comparação anual. Mineração, intermediação financeira, seguro e mercado imobiliário foram os setores mais fortes na África do Sul no 3º trimestre.

Apesar da proporção de empresas com ‘risco muito alto’ no Brasil ter aumentado 4% desde o começo do ano, a proporção de empresas com ‘risco muito baixo’ também cresceu 4% no mesmo período. Houve 22% menos falências no 3º trimestre ante o mesmo período em 2009. Salários mais altos e menores taxas de desemprego foram particularmente benéficos para os setores brasileiros de alimentos e bebidas, supermercado e aéreo, que foram fortalecidos no 3º trimestre.

“A crise econômica global impactou todas as regiões, mas algumas comunidades de negócios provaram ser muito mais resilientes que outras. O número de empresas que se tornaram insolventes caiu de um trimestre para o outro em cada um dos países que analisamos no 3º trimestre. Entretanto, isto mascara fortunas flutuantes nele”, diz o diretor de serviços de crédito da Experian EMEA, Marco Benvenuto.

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