A conectividade passou a ocupar posição central na infraestrutura digital de grandes eventos esportivos, impulsionando investimentos em redes, processamento de dados e inteligência na borda. Nesse cenário, a Hewlett Packard Enterprise (HPE) amplia sua atuação ao fornecer base tecnológica para arenas e competições internacionais.
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O avanço da digitalização no esporte tem ampliado a dependência de redes de alta capacidade e baixa latência para suportar desde operações críticas até a experiência do público. Em estádios e complexos esportivos, a conectividade sustenta serviços como controle de acesso, pagamentos digitais, transmissões simultâneas e aplicações baseadas em dados em tempo real.
Projetos recentes ilustram esse movimento. No Riyadh Air Metropolitano, estádio do Atlético de Madrid (foto), a HPE implementou uma rede baseada em inteligência artificial com mais de 1.500 pontos de acesso, capaz de gerenciar o fluxo de usuários e antecipar demandas operacionais. Já no Miami Freedom Park, nos Estados Unidos, a infraestrutura combina nuvem e IA para suportar aplicações como biometria e serviços personalizados ao público.
A adoção dessas tecnologias reflete uma mudança no papel da infraestrutura. Além de suportar conectividade, os ambientes passam a operar como plataformas digitais integradas, nas quais dados são processados localmente para garantir desempenho e segurança. Em eventos como a Ryder Cup, por exemplo, a utilização de nuvem privada permite tratar informações de público e operações sem depender de conectividade externa, reduzindo latência e riscos.
Outros projetos seguem a mesma lógica. Em arenas como o estádio do Tottenham Hotspur e o Chase Center, a conectividade de alta densidade permite o acesso simultâneo a conteúdos digitais, enquanto sistemas automatizados gerenciam iluminação, segurança e consumo. No caso do Tottenham, a operação da nova infraestrutura esteve associada ao aumento da satisfação do público após a inauguração do estádio.
A estratégia também se estende a grandes complexos esportivos, como o Spotify Camp Nou, do FC Barcelona, onde a arquitetura de rede foi desenhada para suportar milhares de dispositivos conectados simultaneamente, com políticas de segurança baseadas em modelo Zero Trust.
Além dos estádios, a conectividade e o processamento de dados têm impacto direto no desempenho esportivo. Na Mercedes-AMG Petronas Formula One Team, a HPE utiliza computação de alta performance para processar grandes volumes de dados e acelerar simulações técnicas, reduzindo o tempo necessário para análises estratégicas.
Com a realização da Copa do Mundo da FIFA 2026, a demanda por infraestrutura digital tende a se intensificar, ampliando a necessidade de redes resilientes, seguras e capazes de suportar aplicações em tempo real. Nesse contexto, a conectividade deixa de ser apenas suporte operacional e passa a integrar a estratégia de entrega dos grandes eventos, influenciando diretamente a experiência do público e a gestão das arenas.

