Evento apresenta cases do hospital americano Cedars-Sinai, que passou de 156 ocorrências de erros de dados para 2, e da brasileira Sky, que, ao internalizar o cleansing, melhorou a qualidade dos dados e cortou os custos em 60%.
Em 2007, após participar de um evento nos Estados Unidos sobre qualidade de dados, um grupo de empresários brasileiros (ligados às empresas G&P, MKTEC, NetCallCenter-Orbium, Inteligência de Negócios, System Marketing Consulting e Zip Code) resolveu suprir a carência do mercado por encontros com foco no tema, criando a Conferência Internacional de Qualidade de Dados.
Com o sucesso da primeira edição, no ano passado, o então denominado Grupo Brasileiro de Qualidade de Dados melhorou a estrutura da Conferência, convidando três especialistas internacionais para palestrarem na segunda edição, que ocorreu nesta quinta-feira (dia 8 de maio). Ao promover o evento, o objetivo do Grupo é auxiliar executivos e tomadores de decisão no aperfeiçoamento da qualidade da informação em suas corporações e, consequentemente, a ampliação de seus benefícios.
Um dos momentos mais instigantes da Conferência foi a palestra de Bruce Davidson, PhD diretor do Cedars-Sinai Medical Center, centro médico localizado em Los Angeles, nos Estados Unidos que implementou um Data Quality Management.
Com mais de 10 mil funcionários e 950 leitos, o hospital apresentava um grande número de erros nas informações, impactando negativamente o objetivo principal da instituição, que é cuidar e atender às necessidades dos pacientes. Por conta dos dados incorretos ou incompletos, os gestores careciam de relatórios consistentes, comparativos e confiáveis para apoiar a tomada de decisão e os erros não eram de responsabilidade de nenhum departamento. Como alternativa para modificar o quadro, a instituição investiu em um programa de gerenciamento da qualidade de dados, que teve início em 1998.
Para iniciar a ação, o hospital promoveu uma mudança de postura, se colocando como consumidor de dados e exigindo de sua equipe informações de alto nível, prontas para serem utilizadas. Uma equipe interna de consultoria foi criada e passou a gerenciar os dados como um produto, analisando e atendendo às necessidades dos consumidores daquelas informações. O CEO e o vice-presidente do hospital, bem como os diretores de todos os departamentos que provêem dados para a organização fazem parte da Unidade de Gerenciamento de Qualidade de Dados, grupo de trabalho responsável pela melhoria das informações, apontando os dados prioritários para a gestão do negócio e sugerindo soluções para os problemas apontados.
Em um primeiro momento, foram identificadas as áreas-problema na coleta e análise dos dados e todas as causas desses erros foram sinalizadas. O passo seguinte foi a correção dos erros listados e o desenvolvimento de um plano para evitar a repetição dos problemas. Houve ainda a integração entre tecnologia e gestão das informações, além da padronização dos dados em completude, atualidade, acessibilidade e precisão. “É necessário ter certeza que temos o hardware e o software certos para a gestão dos dados, mas também é preciso saber que as informações estão exatas o suficiente para serem usadas”, declara Davidson.

