Evento reuniu nesta semana cerca de 1.500 pessoas para discutir o futuro da comunicação no Brasil.
O IV Congresso Brasileiro de Publicidade terminou criticando todas as iniciativas de censura à liberdade de expressão comercial. A categoria também decidiu apoiar oficialmente a Frente Parlamentar da Comunicação Social, um grupo de mais de 150 deputados e senadores que será porta-voz dos interesses da comunicação no país.
Em seus três dias, o evento reuniu cerca de 1.500 pessoas, entre publicitários, anunciantes e representantes da mídia. Trouxe ao Brasil para palestras o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, e a jornalista norte-americana Judith Miller, vencedora de um prêmio Pulitzer e que ficou famosa ao ser presa por 85 dias após se negar a revelar a identidade de uma fonte.
Também fizeram concorridas palestras no Congresso o presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril, Roberto Civita, e o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho. Civita falou sobre a interdependência entre democracia, liberdade de imprensa e livre iniciativa. Já Marinho criticou as tentativas de cerceamento da liberdade de expressão – da imprensa e da publicidade.
O último Congresso Brasileiro de Publicidade havia sido realizado há 30 anos, época em que foi criado o Conar – instrumento que o mercado defende para auto-regulamentar a profissão. Durante o evento desta semana, houve 15 reuniões temáticas para tratar dos mais variados assuntos relacionados ao mercado brasileiro de publicidade.
Saiba o que foi decidido no site: www.congressodepublicidade.com.br

