Imóveis, automóveis, caminhões e motos registraram elevação de até 56%.
Os resultados registrados pelo Sistema de Consórcios no primeiro semestre mostraram recordes em vários setores como os de imóveis, motocicletas, veículos leves e pesados. Para Rodolfo Montosa, presidente nacional da ABAC, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, “o comportamento do brasileiro tem evoluído rapidamente na análise dos diversos mecanismos de aquisição parcelada de um bem. É por isso que o sistema tem sido procurado mais e mais, dia após dia”.
Na comparação de junho deste ano com o mesmo mês de 2007, o número de participantes ativos cresceu 2,4%: subiu de 3,39 milhões para 3,47 milhões. A comercialização de novas cotas acumulou 825 mil (jan-jun/2008), 2,8% menos que as 848,8 mil (jan-jun/2007) anteriores. Paralelamente, as contemplações acompanharam a baixa das vendas. De janeiro a junho de 2008, somaram 382,8 mil, 3,9% menos que as 398,2 mil do mesmo período no ano passado.
Em junho último, o consórcio de imóveis voltou a bater o recorde histórico de participantes ativos. Naquele mês, havia 491,6 mil consorciados ativos, número 12,8% maior do que os 436 mil de junho de 2007. Trata-se ainda do 102º mês consecutivo de crescimento do setor.
Pioneiros do Sistema de Consórcios, desde a década de 60, os veículos automotores tornaram-se referência e continuam tendo a maior participação no volume de participantes. Atualmente, os grupos de automóveis, camionetas, utilitários, caminhões, semi-reboques, ônibus, tratores e motos somam 2,84 milhões de consorciados ativos (junho de 2008). No ano passado eram 2,76 milhões.
Como um termômetro da economia, o setor de transporte também tem registrado crescimento significativo. Nos consórcios de pesados, que reúnem principalmente caminhões, semi-reboques e ônibus, houve alta de 56,3% na comercialização de novas cotas. O acumulado dos seis primeiros meses do ano somou 24 mil, enquanto há um ano era de 15,3 mil.
Um dos principais destaques no setor de automotores é o do segmento de motocicletas, cujo crescimento do número de consorciados do Sistema superou 1,85 milhão, em junho último, um recorde absoluto na história, o que implicou crescimento de 4,1% sobre os 1,78 milhão de doze meses antes. O setor de veículos leves, que inclui automóveis, utilitários e camionetas novos, mostrou crescimento na venda de novas cotas. O acumulado semestral deste ano somou 142,4 mil, 8,7% acima das 131 mil (jan-jun/2007), anteriores.
Ao manter a média de nove mil cotas vendidas por mês, o setor de eletroeletrônicos tem demonstrado estabilidade no ano, “mostrando que os resultados de 2007 foram atípicos”, explica Montosa. O acumulado semestral das vendas de novas cotas atingiu 54,3 mil (jan-jun/2008) novas cotas, 31,9% menos do que as 79,8 mil (jan-jun/2007).
As expectativas para o segundo semestre são otimistas. “As opções de compra são várias, contudo, ao fazer contas e comparar os cálculos, o brasileiro analisa ainda a necessidade imediata do bem. É neste momento que o Sistema de Consórcio faz a diferença, pois não tem juros, parcela integralmente o valor desejado, não tem parcelas intermediárias e inclui uma pequena taxa de administração diluída ao longo do prazo do grupo. Entendemos que poderemos chegar ao final do ano com 5% de crescimento em relação ao ano passado”, afirma Montosa.

