A IBM Security publicou seu relatório anual Cost of a Data Breach Report, revelando que os consumidores arcam com os custos de uma violação de dados. Isso porque 60% das organizações em todo mundo aumentaram os preços de seus produtos ou serviços devido a um vazamento. Considerando que diversos países passam por pressão inflacionário e que 83% das empresas sofreram mais de uma violação de dados desde o início de suas operações, a situação não é nada interessante para o consumidor.
As violações de dados também estão custando mais e são mais impactantes do que nunca, custando em média R$ 6,45 milhões no Brasil, o maior da história do relatório para as organizações pesquisadas. No país, os custos de violação aumentaram quase 10% nos últimos dois anos do relatório, as descobertas sugerem que esses incidentes também podem estar contribuindo para o aumento dos custos de bens e serviços.
Três fatores principais que amplificam o custo de uma violação de dados: complexidade do sistema de segurança, falta de habilidades de segurança e falhas de conformidade. Por outro lado, os três principais fatores mitigadores de custos são formação da equipe de Resposta a Incidentes, participação no compartilhamento de ameaças e implementação de uma plataforma de inteligência artificial.
O relatório “Cost of a Data Breach 2022” – patrocinado pela IBM Security e conduzido pelo Ponemon Institute – é baseado em uma análise aprofundada de violações de dados reais enfrentadas por 550 organizações em todo o mundo, incluindo 43 empresas no Brasil, entre março de 2021 e março de 2022.
Mais dados do estudo
Algumas das principais descobertas sobre as empresas no Brasil incluem:
- O tempo médio para identificar e conter uma violação de dados foi de 347 dias em 2022, uma redução de 49 dias em relação ao ano anterior. Empresas com ciclo de vida de violação superior a 200 dias têm um custo médio superior a R$ 7,71 milhões em comparação com aquelas com menos de 200 dias: R$ 5,19 milhões.
- 44% das empresas têm um nível maduro de adoção de uma abordagem Zero Trust. Aqueles que não adotaram essa estratégia enfrentam custos médios de violação de dados de R$ 6,69 milhões de reais, superiores ao custo médio do país.
- No Brasil, a configuração incorreta de nuvem é o vetor mais comum (18%), com custo médio de R$ 5,98 milhões de reais. Seguido por credenciais comprometidas (16%) com R$ 6,90 milhões de reais e phishing (15%), com R$ 6,73 milhões.
- Do ponto de vista do maior custo médio por tipo de vetor, vulnerabilidade em software de terceiros aparece com R$ 7,52 milhões, com frequência de 11% nas violações estudadas.
- Globalmente, 43% das organizações afirmaram que estão apenas nos estágios iniciais ou não começaram a implementar práticas de segurança para proteger seus ambientes de nuvem. No Brasil, as empresas com maior maturidade na segurança em um ambiente de nuvem economizaram R$ 1,16 milhão em comparação com aquelas que não começaram a implementar práticas de segurança em seus ambientes de nuvem.
Não vale a pena pagar resgate
As vítimas de ransomware no estudo que optaram por pagar as demandas de resgate tiveram apenas uma redução de US$ 630 mil no custo médio da violação em comparação com aquelas que optaram por não pagar – sem incluir o custo do resgate.
Considerando o alto custo dos pagamentos de resgate (superiores a US$ 800 mil), o custo financeiro pode aumentar ainda mais, sugerindo que simplesmente pagar o resgate pode não ser uma estratégia eficaz – ao mesmo tempo em que inadvertidamente financia futuros ataques de ransomware com capital que pode ser alocado aos esforços de remediação e recuperação e analisando possíveis crimes federais.
IBM Security X-Force descobriu que a duração dos ataques de ransomware corporativos estudados mostra uma queda de 94% nos últimos três anos – de mais de dois meses para pouco menos de quatro dias, portanto, as equipes de segurança têm menos espaço para ação.
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