Pesquisa realizada nos EUA comprova o aumento de incidentes de perda de informações confidenciais por parte das empresas e a baixa confiança do consumidor em relação à segurança de seus dados.
Somente cerca de 8% dos internautas, nos Estados Unidos, têm total confiança na capacidade de proteção das lojas de varejo, bancos e instituições governamentais do país em relação a suas informações pessoais. Esse é um dos resultados alcançados pela ‘Pesquisa de Segurança e Privacidade 2008’, encomendada pela CA e realizada nos EUA pela empresa The Strategic Counsel.
Os resultados também revelam que o número de empresas norte-americanas que reportaram perda de dados confidenciais e redução no nível de satisfação de seus clientes, aumentou 55% e 63%, respectivamente, nos últimos dois anos. E as ameaças à segurança de origem interna representam hoje um problema maior para as empresas do que aqueles de fontes externas. A pesquisa também mostra que 79% dos norte-americanos mencionam a perda de confiança, os danos à reputação e a redução da satisfação do cliente, como as principais conseqüências dessas brechas na segurança.
Observa-se uma mudança na natureza das ameaças que afetam as empresas. Enquanto os entrevistados mencionam uma diminuição de 11% no número de ataques de vírus de computador, de rede ou de queda de serviço, os resultados revelam que o número de brechas internas na segurança – aquelas com origem na própria organização – aumentou de 42%, em 2006, para 44% em 2007. O número de empresas que planeja implementar soluções de gerenciamento de identidade e de acesso, nos próximos 12 a 18 meses, aumentou 11% – passando de 49% em 2006 para 60% em 2008.
“As empresas e instituições governamentais dos EUA têm consciência de que não é preciso muito para abalar a confiança dos usuários, e reconhecem a necessidade de fazer tudo o que for possível para proteger os clientes e cidadãos”, afirma Lina Liberti, vice-presidente de Gerenciamento de Segurança da CA. “As empresas costumavam se preocupar com hackers e ladrões que lançavam ataques para a queda do serviço, de fora do firewall, e agora reconhecem que o maior perigo espreita dentro da própria organização”, completa Lina.

