Nacional

COO da Ascenty destaca as oportunidades com a desoneração de data centers

Em coletiva de imprensa realiza online hoje (20/5), o COO da Ascenty, Rodrigo Radaieski, destacou a importância de uma política de desoneração para data centers. Prometida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida integrará o futuro Plano Nacional de Data Centers (Redata), que pretende atrair R$ 2 trilhões em investimentos no país na próxima década.

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“Isso pode influenciar muito o mercado de data center”, admitiu o COO. Segundo ele, a política prevê a desoneração de impostos federais para equipamentos importados não produzidos no Brasil, como as GPUs da Nvidia, e abre oportunidade para estados aderirem se quiserem.

A medida em si não impacta diretamente na montagem de infraestruturas de data center, como é o caso do negócio da Ascenty, voltado principalmente para o colocation, no qual o cliente aluga o espaço e monta seus racks com a tecnologia que prefere. Mas pode incentivar que clientes invistam mais em suas arquiteturas, incentivando a expansão de racks.

“Hoje, para cada um dólar gastos com infraestrutura de data center, 10 dólares são gastos para montagem de racks, então nosso investimento é menor dentro dessa equação”, explica Radaieski.

Política pode aumentar investimentos em IA no Brasil

Ainda segundo o executivo, a política do governo federal pode acelerar a montagem de data center para treinamento de modelos de linguagem ampla (LLM) para inteligência artificial generativa. Ele explicou que há três arquiteturas de data center para atender diferentes fases dessa tecnologia:

  1. Ingestão de dados/Data Lake: aqui, a demanda energética é de 5 a 15 MW, com densidade de consumo do rack atingindo médias de 15 kW. Refrigerados com ar condicionado, não é algo que precise de tanta tecnologia.
  2. Treinamento: a demanda energética é a maior nesta arquitetura, que é utilizada para criar um LLM, podendo chegar a 100 MW. A densidade do rack acompanha a demanda e pode chegar a 100 kW, tendo que usar resfriamento líquido.
  3. Inferência: neste ponto, o modelo já está pronto para uso, então a demanda energética é a menor, entre 1 a 5 MW. A densidade do rack não é tão pequena, já que é preciso ser rápido nas respostas, atingindo médias de 25 kW. Aqui o mais importante é a localização para que a latência não seja grande.

Radaieski ainda comentou que o data center de IA precisa ser modular e escalável, de forma que não precise ter equipamentos de alta capacidade já em seu lançamento. O ideal é que ele cresça conforme a necessidade. Outro ponto é investir em automação para predizer falhas.

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