A afirmação do CEO está relacionada a sua aposta de que “em cinco ou dez anos não teremos mais computadores pessoais”.
Em visita ao Brasil, o co-fundador e CEO da desenvolvedora de antivírus Kaspersky, Eugene Kaspersky, falou, nesta quinta-feira (15), sobre as atuais ameaças que existem no ambiente online. “Vivemos em um mundo digital, no qual estamos sempre conectados e, consequentemente, ameaçados pelos ataques cibernéticos”, afirmou.
Além disso, o executivo prevê que na próxima década os atuais computadores, mesmo notebooks e netbooks, serão trocados por outros tipos de dispositivos móveis digitais ou acontecerá evoluções do smartphone atual. “Em cinco ou dez anos não teremos mais computadores, pois esses dispositivos terão capacidade suficiente para armazenar e fazer tudo o que as pessoas precisam. Não será mais necessário andar com um notebook e um celular se eles tiverem as mesmas funções”, analisa Kaspersky.
Junto a essa mudança de utilização de produtos, o CEO acredita que ficará mais fácil desenvolver redes seguras para aparelhos móveis. “Mais sistemas operacionais serão seguros e o número de malaware deverá cair”. Contudo, ele ressalva: “que as organizações criminosas profissionais e de alta escala permanecerão ativas”.
A empresa também afirma que tem, em seu laboratório de Moscou, uma divisão especializada em desenvolvimento de segurança para aparelhos móveis. Atualmente, a fabricante fornece antivírus para os sistemas operacionais móveis Windows Mobile e Symbian, mas a previsão é de que nos próximos 12 meses seja lançada uma versão que cubra outras plataformas.
Situação atual do crime virtual
Segundo Kaspersky, a maioria dos malawares e botnets hoje vem da China. “O segundo lugar é de países com a língua latina, principalmente o Brasil, onde 90% dos crimes online são contra sistemas bancários”, informa. Para ele, existem três principais tipos de ataques online: o cybercrime, que deseja furtos de grandes montantes de dinheiro, o hacktivismo, que são ativistas com alguma causa, e os terroristas da rede, que visam a violência. “Para combater essa ‘poluição’ digital, contamos com poucas alternativas atualmente, já que a Interpol ainda está engatinhando nesse sentido e são poucos os sistemas operacionais que já vêm protegidos” avalia.
O executivo também falou da meta global da empresa para 2010, que mesmo com a crise, cresceu 30% em 2009. “E, neste ano, queremos aumentar em 40% a receita, sendo que no ano passado, 26% da receita recolhida foi da operação brasileira”, finaliza.
Versão 2011
Segundo Nancy Reynolds, vice-presidente de vendas corporativas para as Américas, a versão 2011 do antivírus Kaspersky Internet Security da empresa está em fase de desenvolvimento e deve chegar ao Brasil em agosto deste ano. “O produto para usuário doméstico, com novas funções, chega ainda em 2010 e a versão corporativa será lançada em no começo de 2011”, disse, sem dar mais detalhes.
Reynolds também explica que todos os produtos são comercializados no mundo por meio de representantes comerciais. “Todos os canais têm acesso a todos os produtos e revendem para o varejo ou via online”. No Brasil, os principais revendedores são a Esy World e Network 1.

