Para CFOs da BM&F Bovespa, Votorantin, Camargo Correa, Rhodia e Suzano, a recessão tornou as companhias mais fortes e inteligentes.
Desde que a crise econômica eclodiu no segundo semestre de 2008, as empresas se viram obrigadas a pensarem melhor a fim de tomar as melhores decisões para superar o momento. Diante deste cenário, CFOs da Suzano, Rhodia, Camargo Correa, Votorantin e da BM&F Bovespa se reuniram no IBM Forum 2009 para discutir as melhores práticas de suas companhias no painel “Tomando decisões inteligentes em um cenário instável”.
Para a maioria dos debatedores, o pior já passou e agora vive-se um período de retomada nos negócios. Já para Leonardo Paiva, diretor financeiro da Camargo Correa Desenvolvimento Imobiliário, a recessão ainda não terminou e a opinião da companhia não é otimista. “Temos uma percepção de uma segunda ‘bolha’ e isso está diminuindo as ações”, diz.
A terceirização foi apontada como uma saída para que as corporações contornem a fase. Segundo Bernardo Szpigel, CFO da Suzano Papel e Celulose, a prática é irreversível e está conectada à competitividade, já que “não adianta fazer algo que não é do seu alcance”. Para Paiva, da Camargo Correa Desenvolvimento Imobiliário, com a terceirização a confidencialidade é importante e o custo pode até ser maior, porém a segurança também aumenta.
Ter uma equipe forte também é essencial para superar o cenário desfavorável. Para Marco Tulio Clivali Padilha, diretor financeiro da BM&F Bovespa, é imprescindível ter o apoio do operacional. Além disso, André Luis Rodrigues, vice-presidente das finanças da Rhodia América Latina, afirma que evitar gastos desnecessários também promove uma mudança, e que para isso é preciso “fazer uma análise para obter as melhores informações no tempo correto”.
Expectativa para o futuro
Para 2010, a Bovespa espera reduzir em 25% seus custos com prudencia na utilização do caixa e pretende liquidar todas as operações. Já a Votorantin espera reduzir as dívidas aos níveis anteriores e vai ‘segurar ao máximo’ os gastos.
A Camargo Correa, embora acredite que a crise ainda não terminou, espera uma possível melhora para o próximo ano, e como estratégia realizará programas de investimentos e otimização de processos. A Suzano Papel e Celulose enxerga uma ‘liquidez sem controle’, ou seja, espera alavancar os negócios prejudicados com a crise para a partir daí retomar os investimentos, assim como a Rhodia, que pretende retomar os negócios abalados pelo cenário desfavorável, porém sempre investindo em projetos de inovação.

